"BIOGRAFIA"

"Ze Albano"

 
José Albano Ferreira - usa o nome literário «Ze Albano» nasceu a 2 de Janeiro de 1951, no telúrico ponto da terra beiroa, freguesia do Forno telheiro, no concelho de Celorico da Beira.
Estudou, muito embora viesse a completar o curso geral dos liceus com trinta e três anos.
Em finais da década de noventa aparece a escrever acrósticos, quer usando a palavra-chave, com o nome de amigos, quer usando frases brejeiras, servindo como chacota.
Em Julho de 2007, pela mão de uma amiga, entra no Recanto das Letras. Por aqui estabelece contacto com vários poetas, portugueses e brasileiros.
Em 25 de Agosto de 2007, toma parte num encontro de poesia em Almeirim, a convite da Fada das Letras, Arlete da Piedade. Entra para a União Lusófona de Letras e Artes (ULLA), vindo mais tarde a fazer parte dos órgãos sociais, na qualidade de vice-presidente do Conselho Fiscal.
Faz parte da “Varanda das Estrelícias”; “Confrades da Poesia”.
 
BIBLIOGRAFIA:
“País Luso”; “Águia e truta”; “Erotismo”; “Os cem poemas GNR”; “Aquilo que sei”; “Um século de Glória (Benfica)”; “Retratos de Celorico”; “José Pinto Peixoto”; “Euro 2004”; “B.I. da Associação de Futebol da Guarda” e co-autor “Poesia erótica”
 
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O FADO É DA HUMANIDADE



O seu berço é Lisboa

Falando em versos à toa
Anima quem por ali passa
Dando o ar da sua graça
O destino tem a sua voz

É assim para todos nós

Dá-lhe a alma em canção
Animada com o coração

Hostilidades de uma vida
Um adeus na despedida
Manifestam-se no canto
Aumenta-lhe o encanto
Nas vielas ou junto ao Tejo
Invoca sempre um desejo
Desviado pela fortuna
Afinado em vida noturna
Da letra e voz de quem canta
Espelha o mundo que encanta
 
 
Zé Albano
 
 
 
O QUE EU GOSTO... VAI RAREANDO



Agora com esta idade
Acaba por ser a verdade
Que me ateia a saudade

Quem eu fui e quem eu era
Hoje parece-me quimera

Mantinha a minha postura
E quando chegava a altura
Fazia uma bonita figura

Com os anos que vou somando
O que eu gosto... vai rareando



Zé Albano
DUAS IRMÃS UMA DE CADA LADO
 


Foi em Lisboa com tudo acertado
Eu e duas irmãs uma de cada lado
Que exibiam bem a sua vontade
Em extravasar toda a sensualidade

Ambas de índole bem exigente
Desejavam tanto por trás como à frente
Dose forte e muito avantajada
Adorando a acção mais prolongada

Rateei tudo aquilo que tinha
Distribuindo da forma que mais convinha
A escassez do modesto mantimento

Que tanto era necessário no movimento
Para eu garantir um fino trato
Mas tão mal que fiquei naquele retrato
 
 
 
Zé Albano
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PALCO IDEAL PARA QUEM TANTO AMA


Só nós os dois vamos neste namoro
Onde a inveja causa tanto desaforo
E sem conseguir quebrar a resistência
Onde o amor se torna mais valência

Cientes de que tudo foi abençoado
Passamos seguir a vida lado a lado
Vivendo os afagos de uma meiguice
Voando até aos píncaros da velhice

Debelando no dia a dia a dificuldade
Usando como arma a sensualidade
Muito acautelada pela boa postura

Que encobre as trocas de ternura
Em alvos e macios lençóis de cama
O palco ideal para quem tanto ama
 
 
Zé Albano
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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