"BIOGRAFIA"

"Socorro Lima Dantas"

 
Socorro Lima Dantas, nasceu a 02/09, residente em Recife, Pernambuco, Brasil.
Pedagoga e Advogada, escritora, mas exercendo a profissão de advogada, e nas horas vagas, preservo um tempo para escrever, porque eu não saberia transpor os meus sentimentos apenas fitando-me no espelho. Sinto uma grande necessidade de “falar comigo mesma”, através da composição.
Casada, três filhos, e uma netinha. A minha trajetória literária teve início na minha adolescência, tempo em que já rabiscava os meus “sonhos”, e sentia desabrochar uma alma sonhadora e poética, acreditando que um dia germinaria em algum lugar deste planeta, tudo aquilo que residia “dentro de mim”.
Sócia efetiva da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil – ONE,  Nº. 479.
Sócia efetiva do  Movimento Poético Nacional - MPN, Nº. 776, onde exerço a função  de DELEGADA em Pernambuco. Sócia da Associação Portuguesa de Poetas, Nº.  667 - Sócia da Casa do Poeta “Lampião de Gás”, em SP, Nº 978. Membro integrante da equipe diretiva da ALPAS -  ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA E LITERÁRIA "A PALAVRA DO SÉCULO XXI", de Cruz Alta/RS, onde exerço o encargo de DELEGADA em Pernambuco. Membro efetivo da AVSPE – Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, exercendo o posto de Assessora Jurídica. Actualmente membro de “Confrades da Poesia” – Amora – Portugal.
Escritora integrante do  Portal ECOS DA POESIA Luso-Brasileiros, ocupando a  cadeira de nº. 136. Escritora integrante do Portal TEIA DOS AMIGOS. Escritora integrante do Espaço Ecos, do Portal Vânia Diniz, onde  possui a Coluna  SOCORRO LIMA DANTAS.
Participou de várias antologias – Livros publicados no Brasil e exterior; III ANTOLOGIA DO PORTAL CEN – I e II  Coletâneas “Teia dos Amigos”.
Prefaciou e interpretou e admirou em crítica literária vários livros publicados no Brasil e exterior. 

 

Bibliografia:
A Valsa dos meus sonhos; A nossa valsa voltou a tocar; Fragmentos dos meus sonhos; Anseios da alma.
 
Sites: http://socorrolimadantas.com
 

ASSIM É O POETA...
 
 
 
 
Mesmo com o coração em lágrimas,
o poeta vai escrevendo
para aquecer a sua dor,
relembrar os bons momentos,
arrancando-lhe do âmago os tormentos.
 
 
Ah, a alma do poeta !
tropeça, levanta, chora, lamenta,
recolhe os pedaços partidos
que a vida lhe espalhou...
Junta tudo de novo,
na esperança de reencontrar
a felicidade, que um dia lhe escapou.
 
 
Ainda que em oculto padecer,
em sua solidão peculiar,
o poeta retira do peito
os espinhos alí encravados,
e com as gotas do sangue jorrado,
escreve a sua poesia de amor !
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESTA-ME O SILÊNCIO
 
 
 
O silêncio invade a minha alma,
há uma cumplicidade dentro de mim!
Designo uma conivência
com o meu próprio eu...
prefiro a reflexão interior,
apenas ela acalma a minha alma.
Apenas o sigilo me auxilia...
admito unicamente ele!
meu companheiro desta empreitada.
O sopro do vento segreda em meu ouvido,
alertando-me desta existência dolorida.
O que busco!?... o silêncio?
Ah! este silêncio!... meu grande parceiro
deste instante sentido!
 Absorvo-me na incerteza?!...
são questionamentos
sem respostas concretas
que nem o ruído do vento, permite-me transpor
os obstáculos desta solidão!
são conclusões tão solitárias,
bate a tristeza, surge uma estranheza...
 Mergulho no fundo do oceano,
local onde está o meu ser.
Neste momento, abordo um sentimento fragmentado!
são pedaços perdidos, de um amor arrancado do peito,
procuro os retalhos espalhados!
Admito ter medo de entregar-me como antes!
abordo este sentimento,
à procura de uma resposta.
Perdida em minha busca,
na tentativa inútil!
reconheço ter arruinado o meu próprio EU!
Resta-me o silêncio...
 
 
 
 
Se eu voltasse a ser criança
 
 
 
Seu eu voltasse a ser criança,
viveria tudo o que vivi,
seria mais uma vez a mesma peralta menina
que o papai, às vezes repreendia,
outras, ele sorria de alegria...
e assim, eu viveria duas vezes a minha infância feliz !
 
Se eu voltasse a ser criança,
subiria nos manguezais, meu preferido local
para estudar e ler entre os galhos
e suas frutas deliciar !
Eu correria pelas ruas descalça,
brincaria de esconde-esconde,  pega-pega,
jogaria vôlei de rua, em quadras e redes improvisadas,
e com a ponta dos dedos, dava o passe de toque.
 
Se eu voltasse a ser criança,
Jogaria bolinhas de gude no vera, prá valer,
bastava um pedacinho do meu chão
para tudo acontecer !
Com as pontas dos dedos,
Pegaria todas as borboletas coloridas
no jardim da mamãe ao entardecer,
e colocaria em meu caderninho,
para a minha coleção abastecer.
 
Se eu voltasse a ser criança,
sonharia com o arco-íris,
e ficaria horas contando as cores,
e imaginando quem o havia pintado lá no céu,
e queria entender porquê
ele não mudava as suas tonalidades.
 
 Se eu voltasse a ser criança,
escondidinho do papai, pegaria a sua bicicleta
e pedalava livre e solta,
percorreria o caminho das rosas
para colher as mais brilhantes e cheirosas
e na volta,  a mamãe ofertaria!
 
Se eu voltasse a ser criança,
Eu pegaria o sol com as mãos
e iluminaria as minhas noites escuras,
para adormecer sem medo do crepúsculo,
e as minhas borboletas em meu caderninho ver.
E pararia aquele tempo tão lindo
Para viver  sempre a criança que fui:
sonhou, brincou, traquinou
e a felicidade da vida ganhou,
e viveria todos os dias, tudo outra vez !
 
 
 
 
Sentimento Inevitável
 
Não adianta fugir da paixão,
quando chega, ardente,
palpita forte no peito
toma conta do coração
e logo, convida o amor para
pousar no âmago que arrebatou.
O amor, ah, o amor !
Sentimento inevitável,
Sedutor, intenso e seguro.
Chega depois da paixão,
E fica preso, firme e confiante
Agarrado as chamas da ilusão,
Como se fosse somente seu
o conquistado coração.
 
 
 
APAIXONADA, SEMPRE!


Eu sou uma eterna apaixonada,
tão enamorada que às vezes esqueço até de mim.
A minha paixão por ti é tão grande,
que em teus braços,
esqueço o tempo, não distingo os momentos,
sequer, sinto a brisa do vento,
Sentir este amor,
é como se no mundo nada mais existisse,
a não ser este afeto tão forte,
que consome a minha alma ternamente.
E, quando te vais,
deixas a tua essência suave em meu corpo,
para lembrar-me a todo o momento
que este amor é tão grande, forte e sólido,
que neste momento, irei te declarar como nunca declarei em minha vida:
Eu sou por ti enamorada, seduzida,
e apaixonada, sempre !
HÁ DENTRO DE MIM...
 
 
 
 
Há dentro de mim
uma força estranha,
uma vontade misteriosa
de te encontrar,
entregar de vez, o meu coração,
guardado para depois...
De repente, sem explicação,
refreada pela saudade, adio esta decisão,
eu preciso desvendar este enigma que me cerca !
Talvez, esta pausa seja necessária,
para evitar uma esperança inútil !
Eu não quero machucar mais uma vez o coração
já sofrido, ferido, dolorido,
devastado pela ilusão...
Mas esta força, encorajada pela teimosia,
aborda o coração mais uma vez !...
Pergunto-me:
por que tantas dúvidas e incertezas,
o que o meu coração, neste momento deseja ?
Movida por este forte sentimento,
que envolve o peito a todo o momento,
julgo estar vivendo uma insensatez,
um conflito esquisito que abrange a alma,
este impulso que ordena falar deste amor,
e ao mesmo tempo manda parar...
Não sei se devo seguir alimentando esta afeição,
este elo emocional que me prende a ti,
tento dissolver este anseio,
resolvo te esconder esta intimidade,
Não... eu não irei repartir os pedaços
deste sentimento que se tornou inevitável,
desta força estranha que se apoderou do coração,
Eu preciso te esquecer !
Este sentimento, só meu, eu irei de ti esconder,
nada falarei. Guardarei para mim,
O sonho... ah ! o sonho, eu o desfarei,
este amor que sinto por ti, eu não mais exaltarei,
e longe de ti eu ficarei.
 
 
 
 
 
 
SE AINDA EXISTIR AMOR...
 
 
 
 
Se ainda existir amor,
eu te peço com fervor
corre, vem ao meu encontro,
arrancas de vez este aperto
que há tanto tempo trago no peito !
Se pelo meu nome tu me chamar,
mesmo que eu esteja do outro lado do rio,
a distância não será empecilho,
eu contemplarei o teu rosto nas águas,
procurarei o riso dos meus lábios,
que naquela despedida te entreguei,
quando nos vimos pela última vez !
Eu escutarei o teu grito,
correrei aos teus braços,
afagarei o teu rosto, tocarei os teus lábios,
revelarei a saudade...
na distância, guardada em silêncio,
emudecida pelo tempo,
que nós suportamos sozinhos,
quando terei a certeza,
de que nem tudo entre nós está perdido,
então, a dúvida se fará passado.
Vem preencher o meu espaço naufragado,
sonhar mais uma vez em meus braços,
se ainda existir amor...
 
 
 
 

 

 

Adeus! Sem culpa!
 
Sem culpa, admito que errei...
tu erraste.. nós erramos,
ao tentar acertar.
Reatamos um amor complicado,
machucado pelo tempo,
num dia cinzento...
Este reencontro,
Não estava escrito pelo destino,
E mesmo assim, nós decidimos voltar,
apenas pela solidão,
mas sem uma explicação !
Você nada falou, eu nada disse...
Onde estava o nosso amor ?
E fomos curtindo a nossa dor,
calados, fechados, sem pedir perdão,
sem ao menos declararmos a nossa paixão !
Nada restou... Tudo acabou !
Agora, retiro-me da tua vida,
tu te retiras da minha,
fecho as portas do coração,
Adeus ! Sem culpa !
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eu sou o Vento
 
Eu sou o vento
que para bem longe
arrasta as tuas tristezas,
renova a tua alegria,
sussurra ao teu ouvido
palavras de amor,
quando estás indecisa
na vereda da vida.
 
Eu sou o vento
que recolhe tuas lembranças
da infância vivida,
adolescência sonhada
sentimentos esquecidos
passado distante...
 
Eu sou o vento
que conduz tuas flores
com o bálsamo mais puro
 te faz sentir saudades
reviver o teu ontem,
em melodia suave.
 
Eu sou o vento
que ontem, hoje e amanhã
Estará contigo,
para seduzir tuas emoções,
rechear a tua vida
com o frescor da paixão
na dança da ilusão.
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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