"BIOGRAFIA"

"Silvino Potêncio"

 
 
Silvino dos Santos Potêncio nascido a 04/11/1948; natural da Aldeia de Caravelas no Concelho de Mirandela – Trás-Os-Montes - Portugal. Autor tem também dezenas de crônicas virtuais, na maioria publicadas sob o Título genérico de “Crônicas da Emigração - Catramonzeladas Literárias” (140).
 O Autor é também Membro ativo das seguintes páginas da Lusofonia:
 - Portal CEN - CA ESTAMOS NOS - Dr Carlos Leite Ribeiro (Delegado em Natal/Brasil) - Portugal
 - "Varanda das Estrelicias" - Escritor Poeta Coronel Joaquim Evonio (Portugal)
 - “Confrades da Poesia” - Portugal
 - Notícias da Lusofonia - Escritora e Poetisa Ceicinha Camara (Portugal)
 - Outras e Outras - Escritora e Poetisa Lucia Helena (Brasil)
 - Kimbo de Angola Feiticeira - Escritora Delay (Portugal)
 - Portugal Lusofono - Escritor Paulo Felizardo (Portugal)
 - Movimiento Poetas del Mundo - Escritor Poeta Luiz Arias Manzo. (Chile)
 - Grupo Stamtisch - Medico Escritor Poeta Luiz Eduardo Caminha (Brasil)
 - Jornal POVO DE PORTUGAL - Jornalista Paulino Fernandes
 - JORNAL de OLEIROS (Portugal)
 - PORTUGAL CLUB - ONG do Sr Casimiro Rodrigues (Brasil
 - Grupo AMIGOS DE MANICA E SOFALA (Portugal)
 - Actualmente, residente em Natal (Rio Grande do Norte) – Brasil - tem por actividade profissional principal, a Consultoria de Mercados Internacionais, onde faz trabalhos para empresas de Turismo, Investimentos e Comércio de Importação e Exportação.
 
Bibliografia:
 “Curriças de Caravelas - TROVAS COMENTADAS”; “Eu o Pensamento e a Rima”; “Os Gambuzinos” – Em construção “Estórias de Um Caixeiro Viajante”.
 
Sites: - Blog pessoal: http://zebico.blog.com + http://osgambuzinos.blog.com + http://osnizcaros.blog.pt +  www.potencio.multiply.com
 
E-mail: sspotencio@yahoo.com.br -  MSN: ss_potencio@hotmail.com

A Noite é breve...
 

A Noite é breve e eu já sonhei!...
Que pena, não estavas ao meu lado
Quando então eu te vi acordado,
De dor e de saudade eu me encontrei.

Tentei de novo a imaginar-te
Quando à noite ao meu lado estiveres...
Assim!... tão diferente de outras Mulheres  
Ali de todo aberta só para amar-te!

Das “alminhas” até ao amanhecer,
Serás minha o tempo inteiro...
Como a Noite já pertence ao travesseiro

Dos meus sonhos desta Noite a envelhecer
Este amor lá do etéreo infinito...
Por quem eu chamo, num sussurro... eu quase grito!  
 
Silvino Potêncio
 
 
 
 
A DOR DE UM "RETORNADO"!...

...Uma lágrima de dor,
Um suspiro de pouco amor,
- Uma nuvem ao sol-pôr,
- num oceano vermelho-rubro, de estertor!...

Um sentimento de puro abandono,
Qual andorinha no sono,
Desta primavera já sem dono,
- Sem inverno, sem verão e sem outono.

...Uma lágrima de dor e de saudade,
Um soluço não contido por maldade,
- Desta vã caminhada em tenra idade,
- Na esperança de um última vontade...

Se me escapa já por muito desalinho,
Da postura inconformada sem carinho,
- Da minha alma que se vai devagarinho.
- Contra o vento da quebrada do caminho!

Uma lágrima no rosto que padece,
Qual folha solta desta cepa que envelhece...
- Feito tronco de castanho que anoitece,
- Na ramada tão sem flor, que o frio nela desce.

...Um lágrima de dor!...
Desta primavera já sem cor,
Um soluço não contido ao sol-pôr,
- Uma lembrança tão distante desse amor!...
  - Da minha alma, ela se afasta num vapor.

Essa dor...essa lágrima, essa flor...
essa flor... essa FLÔR!...
Por lá ficou adormecida,
Não desceu pelo meu rosto já nublado,
Desta dor de ter saudade à despedida...
Que já pressinto estar aqui, ... bem a meu lado.
Uma dor...
Uma nuvem...
Uma lágrima,...
- no oceano deste amor, tão mal-tratado!
Mais um sonho que se apaga amortalhado.
- Neste coração de eterno “Retornado”!...  


 
Silvino Potêncio
Que Importa?!...
 

Que importa!!!???...
Se a terra treme,
Se há tantos pensamentos,
Se há bons ou maus momentos?!

Que importa!!!???...
A vida ser breve,
Se ela é vivida ao de leve...
E desfaz-se como a neve!?...

Que importa!!!???...
Viver com amor,
Num mundo que já foi melhor,
Do qual esqueci o valor!?...
        
Silvino Potêncio
 
 
 
 
A Língua de todos nós
 
A língua de todos nós,
É confusa e trabalhosa
Dos versos dos meus avós
Eu só me lembro da velha prosa!
 
Ela tem tantos significados
Que até se enrola nos dentes,
São frases com predicados,
E cores de labios ardentes!
 
Fala-me aqui da tua boca,
Porque assim tens raiva de mim,...
Eu sou a tua melhor toca
P'ra me esconder neste jardim...
 
Vê bem que até as rosas me falam
Quando as uso para te agradar.
O perfume que elas exalam,
Inspiram versos de embalar!
 
Minha Língua minha pátria,
Como ensinou o Mestre em Pessoa,
Da pena eu te faço uma sátira,
E da língua uma canção entoa!
 
Se a escrevo bem ou mal,
Isso a mim pouco me importa,
Não sou lírico nem jogral
Para te cantar à porta!
 
Silvino Potêncio
 
 
 
 
<<... Não sei quem tu és!?...>>  
 
Não sei quem tu és, e não me interessa!...
Já tenho essa esperança perdida.
 - Porque o teu amor lhe deu vida.
A minha dor e agonia já não tem pressa!...
 
Os meus dias já são sempre assim iguais!...
E as nossas noites lhe seguem as penas.
 -  Eu só te respondo quando me acenas.
A este  coração que não bate jamais!...
 
Já de longe eu em ti sempre adivinho,
O teu sorriso em jeito alegre e maroto,
Que do horizonte foi o meu único destino
 
Agora Já não és o meu tão seguro porto,
Nem tão pouco em ti eu me aninho...
Por falta de amor, eu há muito me definho!
 
Silvino Potêncio
   
   
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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