"BIOGRAFIA"

"Rosa Duarte"

 
 

 

Rosa Maria Zeferino Duarte – “Rosa Maria Duarte” é o seu nome literário.
Natural de Lisboa em 20 de Agosto de 1960. Divorciada
Funcionária Pública - Estudou na ULHT- Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Atualmente a viver em Entroncamento.
Participou em várias colectâneas de Poesia.
Actualmente é membro de “Confrades da Poesia” em Montemor-o-Novo

 

 
Bibliografia:

"Dialogando Com O Amor" – Edição: Miká Penha 2017/18

 
Sites:

https://www.facebook.com/Ya-812512515536816/

 
http://www.confradesdapoesia.pt/Biografia/RosaDuarte.htm
 
 
 
Triste mundo
 
 
Triste mundo. Com tanta dor mundial.
Suplanta a construção de muros e não de pontes
Nascem sem abrigo, sem igual
Lembra os dias que pedi tudo aquilo que tem
Todos gostaríamos de olhos mansos das águas dessas fontes
Um lugar aprazível...
Se separam as crianças. Não se respeita as nossas diferenças
Será que existe uma renascença?
Incapaz de desvendar as cores
Das estrelas, das flores...
Nesse momento quero ficar só...enriqueço na solidão
O imprevisto acontece no meu coração
Me encontro. Este reencontro, me reinvento.
Me reconheço...
E quando vejo a alegria
está adoptada em mim
Todas as coisas que deixei de dizer
Vivem também aqui
Das histórias nos olhos dos outros. Da poesia
Em torno da dor não está nas diferenças está nos olhos...
A verdade enterrada abaixo dos erros
Quando para a queda e o choro da água
Em horas mortas
Quero mesmo é saber onde vou...
 
 
 
 
Rosa Maria Duarte . Entroncamento
 
 
 
 
 
É bom saber e sentir
 
 
É bom saber e sentir
A amizade por perto!
As distâncias dos tempos
Não nos causam mágoas
E ainda separa as águas.
Pois tudo está sempre mais perto
Quando estamos perto
De alma e coração
Um misto de atração
E afinidade de espírito incalculável
Dum sentimento quase intraduzivel
Uma adocicada responsabilidade
Não uma oportunidade
São os mais próximos
Que sentem por nós
O que nós sentimos
Nos ganhos e nas perdas
Não nos deixam sós
Tanto nos dão
E sabem o significado
De tudo isso para nós!
Desde as pequenas coisas
Tornam a vida mais iluminada
Quando estou só ou acompanhada
Dentro do sentido que tem para nós!
Torna a vida mais importante
Como um rio em movimento
Penetra no segredo do instante
Através do pensamento
Até ao último suspiro...
O homem simples diz acaba aqui
Os meus Infantes dizem que acaba assim
E eu digo que acaba para mim
E as boas recordações expiram para mim e para ti
E nada ficava tão alto e distante
Sendo do pensamento
Que as nossas asas não pudessem alcançar...
Só os sonhos persistem
Em se alimentar
Em muitos anos sobreviveram as memórias
A cada outro ano que chega
Traz uma surpresa
Isso exatamente de nos encontrarmos
Como ser autêntico
Ainda vai nos levar além.
 
 
 
 
Rosa Maria Duarte - Entroncamento
Um novo amanhecer de esperança
 
 
 
Um novo amanhecer de esperança
Enquanto libertamos nasce em cada criança
Continuamos com olhos vivos no futuro
As feridas podem ser saradas
Continuamos a lutar mesmo com as vistas cansadas
Não é algo que esperamos dos outros, desejosos
Mas a nós. Apenas se formos suficientemente corajosos.
As nossas armas são os nossos braços
Os pulsos resplandecentes, as mãos que esticamos
Desde as pontas dos dedos às palavras que inventamos
E deixamos claro. Por isso há luz.
Crescemos. Por isso o pássaro canta
Pode ser adiada, mas nunca destruida.
Descobrindo em nós um leque novo de emoção
Resultados daquilo a que nos sujeitamos, e a nossa nação.
Nós vimos uma força opressora em vez de libertadora
As pessoas podem ser muito mais cruéis e ignorantes
Quem difama tem que pagar por isso. Não se pode dizer tudo.
Mas continuamos a caminhada com a insuperável criação
Da esperança juvenil. Pensar como vamos ser vistos pela geração que nos suceder.
A chama do amor só se manterá bem acesa
Se as suas fagulhas forem superadas pelo ciúme.
 
 
 
 
Rosa Maria Duarte - Entroncamento
 
 
 
 
 
 
Eu e os meus eus
 
 
Eu e os meus eus...
Cuido do meu jardim da mente
Faço crescer o pensamento
Que eu hoje rego
Para construir o futuro, não nego
Toda a gente tem uma
História de amor pura
Um passado que inspira ternura
Por saltou para dentro da vida.
Não há noite que consiga
Ser tão escura e fria
A voz cala-se...cala-se o dia
Nem sempre seja a razão
Que numa altura propícia...
Não vença o coração!
Ele é conhecido por nunca ter falhado
Adormecido nos vossos braços
Adorado como um rei
Repousa junto do vosso coração
Beija por mim o seu rosto
De delicados traços
Até que exale o último suspiro da paixão
Sobre a multidão.
 
 
 
 
Rosa Maria Duarte - Entroncamento
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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