"BIOGRAFIA"

"Regina Pereira"

 
Regina Maria Espada Pereira nasceu no dia 11 de Julho de 1955 em Abela, concelho de Santiago do Cacém.
Completou o 9º ano de escolaridade e tem formação na área da Geriatria
É mãe e avó. Gosta de conversar, escrever e ler. Já perdeu a conta aos livros que leu. Dos amigos, só releva os bons.
Ainda muito jovem começou a escrever os seus poemas. A poesia é uma das suas paixões.
A vida quotidiana ainda não a incentivou para o uso da Internet.
A sua frase preferida é: “A minha vida subtrai-se entre o meu silêncio e o meu desassossego”.
Foi associada no Mensageiro da Poesia.
Actualmente é membro de “Os Confrades da Poesia”
 
Bibliografia:
Mais tarde pensa editar o seu primeiro livro de poemas
 
Sites.:
 

Vou tentar desenhar o meu perfil?
 
 
 
É de amargura,
Que eu disfarço,
Com rosas brancas e
Poesia na alma.
E as cicatrizes que perduram!
Alguém
Viu no meu olhar
Ondas de alegria
E de melancolia,
O coração adorno-o com
Um sorriso que é preciso, depois
Repouso o olhar,
Na miragem da natureza
No pôr-do-sol ou
No crepúsculo do anoitecer,
No verde da colina
E nas ondas e canto do mar,
Porém, a
Minha ânsia de tudo observar
Tornou-me inquieta e
É assim inquieta
Que me sinto poeta…
 
É este o meu perfil…!
 
 
 
Regina Pereira
 
 
 
 
Relógio
 
O meu relógio azul
De vidro quebrado
Dá as horas certas
Que são o meu fado
 
Ouço-o toda a noite
Bater hora a hora
Os números brilhantes
Ponteiros que giram
Pela noite fora
 
De manhã alegres
De noite tristonhos
São eles que contam
O tempo dos sonhos
 
É o meu relógio azul
De vidro quebrado
Dando as horas certas
Do meu triste fado!
 
Se o não tivesse estaria
Perdida no tempo, pena
Que não marquei o dia da semana?
Aliviava a minha clausura!
 
 
 
Regina Pereira
“Boa noite solidão”
 
 
 
Boa noite solidão
Porque teimas em seguir-me
Deixa lá meu coração
Ajudar a redimir-me
 
Preciso de companhia
Quero ter animação
 Quero sorrir de alegria
Ter alguém p’la minha mão
 
Quando à noite regressar
Cansada do meu viver
Não estou p’ra me chatear
Vou deitar-me e adormecer
 
Quando fechar a janela
Vou fazê-lo sem clamor
Hoje não quero falar com ela
Vou dizer Boa noite amor!
 
 
Regina Pereira
 
 
 
 
Aflição
 
Foi um grito de aflição
Que começou, mal
Rompia a madrugada!
Era frio o meu olhar
Expectante de animal ferido,
Foram trevas de agonia
E de cansaço
Mal disfarçado.
Foram gritos
Que saíram da garganta dorida,
Do corpo magoado, e
Espírito cansado.
Foi o pedido de ajuda
Que veio tarde, e
Me foi negado!
 
 
 
Regina Pereira
 
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt