"BIOGRAFIA"

Natália Vale

 
«Poesia é um “EU” fragmentado»
 
 
Natália de Jesus Patrício do Vale, nascida em Vila Robert Williams, Caála, Angola, a 16 de Setembro de 1949.
Tendo percorrido diversas localidades de Angola, acabou por se fixar na cidade do Lobito, onde decorreu a sua infância, juventude, a sua educação, casou e nasceu a sua primeira filha. Regressada a Portugal, às terras de origem paterna, a cidade do Porto, aqui se fixei, onde nasceu o seu segundo filho.Foi aqui também que desenvolvi o gosto pelas artes e pelas letras, tendo-se licenciado em História, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Depois de exaustivos anos de trabalho resolveu dedicar-se um pouco à escrita, como forma de ocupar os seus tempos livres e dar também um pouco asas e liberdade à sua imaginação, tentando transmitir a tudo o que escreve um pouco de si própria, dos sentimentos que a afectam, quando olha e vê o que a rodeia.Participou de diversos concursos de poesia, contos e fotografia, a nível nacional, tendo sido premiada por diversas vezes. Tem também participação em vários “ebooks”, essencialmente poéticos, elaborados por diversos poetas e outros elaborados por ela própria.Participou em concursos do “Il Convivio”, tendo sido premiada com o lº. lugar, no prémio “Fra Urbano della Motta – Natale 2007, no âmbito da poesia (Autori  Stranieri), tendo trabalhos publicados em Antologias desta Associação.Faz parte do grupo “Portal CEN – Cá estamos Nós”, dos “Poetas del Mundo”; "Confrades da Poesia"; e do “Mensageiro da Poesia” – Amora, Portugal, assim como de outros grupos literários, a nível da Internet.Tem trabalhos publicados na IV, V, VI, VII e VIII Antologia Poética, do “Mensageiro da Poesia”; na 2ª Antologia Poética, da AVBL; na Antologia “Horizontes da Poesia”; na Antologia “Sentieri di Poesia” e “Musica in versi”, da Academia Internazionale Il Convivio; na III Antologia do Portal CEN; na II Antologia das Noites de Poesia da Junta de Freguesia de Vermoim – Maia; na I Antologia “Brilho dos Espelhos”, da Universidade Sénior de Matosinhos/Rotary; na Antologia “A Arte pela Escrita – Dois”, da Escritartes; na Antologia “Talentos Fantásticos”, da Edita-me.
Em Outubro é agraciada com uma Menção Honrosa, no XII Concurso Literário, Algarve-Brasil, 2009, levado a efeito pelo Clube da Simpatia de Olhão.
Em Setembro de 2009 edita “A minha tempestade e outros contos” e “Emoções Inacabadas” – Poesia, da Mosaico de Palavras Editora.
Site: www.nataliavale.com  Blog: http://valeamizade.nireblog.com/

“CONFRADES”
 
C ompletaram um ano de existência
O lhando sempre mais além,
N ada lhes oferece resistência…
F ica sempre a vontade de
R aramente falhar
A mam a liberdade
D eles, a nossa, a de todos
E xplanando nossas ideias
S em censuras e sem par.
 
Natália Vale
21.07.2009
 
 
“ANGOLA, UMA SAUDADE”
 
Na Caála eu nasci,
Nova Lisboa conheci,
Em Camacupa eu cresci,
E Silva Porto percorri.
 
Ao Lobito vim parar
Para nele estudar,
E também namorar,
Para mais tarde casar.
 
Catumbela era mesmo ali ao lado,
Logo a seguir vinha Benguela,
Na Baía Farta, andei a nado,
E a Baía Azul, de Angola a mais bela.
 
Luanda, sua capital,
Cidade imponente, magistral,
Com seu forte intemporal,
E uma praia divinal.
 
Novo Redondo, Gabela,
Quanza e Porto Amboim,
Qual delas a mais bela,
Em Angola tudo era assim.
 
Moçâmedes ou Sá da Bandeira,
A Sul as vamos encontrar
Delineadas de uma maneira,
Que não se lhe descobre um par.
 
Para poder reviver,
Os lugares que conheci,
Muito tinha que escrever,
Mas vou ficar por aqui.
“MEU DEPOIMENTO DE POETA”
Natália Vale
(Portugal)
 
Nestas linhas exponho,
Um depoimento prestado,
Num dia enfadonho,
E que deu mau resultado…
 
À poesia jurei,
Ser fiel e companheira,
Hoje vejo que errei,
Já que perdia a veia…
 
Penso, repenso e volto a pensar
Como meu juramento cumprir?
É tarde para com a palavra retornar,
E sair dela a fugir…
 
Por isso continuo a escrever,
Deixando para a eternidade,
Algo que se possa ler,
E lembrar-me com saudade!.
 

 


Entrevista à Confrade Natália Vale – Julho 2009
 
Os Confrades da Poesia - Como te chamas e de onde és natural?
NV – Natália de Jesus P. Vale Garcia; mais conhecida por Natália Vale; nascida em Cáala - ANGOLA
 
CP - Descreve um pouco a tua terra natal.
NV – Uma pequena Vila, com poucas casas, mas que me está no coração pela sua beleza.
 
CP - Lembras-te de algum momento especial vivido em Angola?
NV – Muitos. Refiro especialmente uma viagem que fiz do Lobito a Nova Lisboa que demorou dois dias por estrada. Naquela época as estradas eram de terra batida e a viagem fazia-se pela Serra do Pundo. Mas valeu a pena.
 
CP - Tens saudades de Angola?
NV – Algumas.
 
CP - Há quanto tempo compões poesia?
NV – Desde 1998/99
 
CP - Consideras-te poetisa?
NV – Não no verdadeiro sentido da palavra. Ainda tenho muito que aprender.
 
CP - Que representa para ti a poesia?
NV – Uma forma de explanar o que penso sobre diversos temas.
 
CP - Concordas com a afirmação: "O poeta é um fingidor?"
NV – De maneira nenhuma.
 
CP - Muitos dizem que os poetas são loucos e que anseiam mudar o mundo...
NV – Se o anseio de mudar o Mundo faz parte de todos nós, então somos todos um pouco loucos. Não é necessário ser-se poeta para isso.
 
CP - A poesia revela em ti uma cultura ou um dom artístico?
NV – Não sei se revelará ambas as coisas. Só quem me ler poderá comentar a esse respeito.
 
CP - De que poetas recebes-te influências?
NV – Dos meus amigos António Neves Pinheiro, Jorge Castro, Pinhal Dias, Maria Mamede, Irene Lamolinairie, entre muitos outros.
 
CP -Quais são os teus poetas favoritos?
NV – Luis de Camões, Florbela Espanca, António Nobre, Fernando Pessoa dos mais clássicos.
 
CP - A poesia é um bem universal?
NV – Sem dúvida alguma que sim.
 
CP - Tens livros publicados?
NV – Faço parte de algumas Colectânea de Grupos de Poesia. Livro próprio está em embrião.
 
CP - Qual foi o último livro que leste?
NV –  “O meu nome é legião” de António Lobo Antunes.
 
CP - Que opinião tens sobre as Antologias lançadas pela Associação?
NV – Muito boa.
 
CP - És a favor ou contra os concursos poéticos?
NV – Sou a favor.
 
CP - Achas que a poesia está bem divulgada em Portugal?
NV – Ainda não totalmente, mas já está bem mais divulgada e para tal muito tem contribuído a Internet. Ainda é um meio difícil de penetrar.
 
CP - Tens mais algum hobby além da poesia?
NV – Webdesigner, ler, ouvir música, quando há tempo.
 
CP - És a favor ou contra o novo acordo ortográfico?
NV – Sou contra. Acho que desvaloriza muito a língua portuguesa.
 
CP - Valorizas a amizade?
NV – Imenso.
 
CP - O que fazias se um/a amigo/a te traísse?
NV – Embora não me considere uma pessoa violenta, e dependendo da traição talvez o/a esganasse. Assim por vezes limito-me a tentar esquecer que algum dia houve uma amizade entre mim e essa pessoa. Ou seja pauto pelo desprezo.
 
CP - O que mais aprecias numa pessoa?
NV – A lealdade e sinceridade.
 
CP - Como defines o amor?
NV – “Amor é fogo que arde sem se ver”, parafraseando Luís de Camões.
 
CP - Acreditas na existência de Deus?
NV – Sim.
 
CP - O que levavas contigo para uma ilha deserta?
NV – Um bikini. Ninguém veria os “pneus”.
 
CP - O que representa para ti "Os Confrades da Poesia"?
NV – Uma associação fraterna e sempre em cima do acontecimento, levando mais longe a Poesia.
 
CP - Consideras útil este tipo de comunicação?
NV – certamente que sim.
 
CP - Achas que o Boletim está bem conceituado?
NV – Penso que sim, se tivermos em conta a adesão de mais participantes diariamente e a necessidade do aumento do número de páginas do mesmo. Isso quer dizer “Progresso”.
 
CP - Para finalizar, queres acrescentar mais alguma coisa?
NV – Desejo sinceramente que “OS CONFRADES DA POESIA” se prolonguem por muitos anos, em prol do desenvolvimento da boa Poesia e da Amizade nele inserida, através dos seus Criadores, Confrades e Participantes. A todos os meus Parabéns.

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com