"BIOGRAFIA"

"Milla Pereira"

 
 
 

 

Milla Pereira – Nascida em Minas Gerais – reside em São Paulo/SP – Brasil.
Formação Académica – Psicóloga. Escritora e poeta desde os 10 anos de idade. Em 2008.
Reside na cidade de São Paulo, que ama. Escreve para libertar a sua alma de poeta, pois sem a poesia, sufocará a inspiração. Poesia é vida... E minha vida é a Poesia!
Tem mais de 1000 Textos escritos, entre Poemas, Poesias, Sonetos, Artigos, Crônicas, Rondel, Haikai, Poetrix, Cordel, Contos e trabalhando em seu Livro de Romance.
Está ligado ao Recanto das Letras e a vários portais da Internet.
Também é membro de “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal.
 
 
Bibliografia:
De Poemas e Sonetos – Momentos de prosa.
 
Sites:
http://www.millapereira.prosaeverso.net/index.php - http://sitedepoesias.com/poesias/62960 - http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=15327
 

Perfil
 
Sou um Ser entre os inúmeros Seres do Planeta Terra.
Um, entre a multidão!
Não sou mais nem menos... apenas Eu!
Amo e desamo...
Sou amada e desamada!
Amo a todos... amo a Vida...
Amo o Amor!
Amo o Amar!
Amo o Ser que sou, minhas diferenças individuais,
com todos os ingredientes de que fui feita
e, devagar, vou construindo o meu Eu!
Amo o meu caminho, seja ele de terra batida,
coberto por flores ou espinhos!
Esta sou Eu!
Porque eu me amo
e, em consequência deste amor que sinto
por mim mesma,
eu amo a humanidade.
 
Milla Pereira – SP/BR
 
 
 
 
O Espírito do Natal!
 
 
Não deixem o Espírito de Natal morrer...
Eu adoro andar na cidade à noite,
admirar as luzes brilhando nas árvores,
nas lojas, nas casas, nos jardins.
É um verdadeiro espetáculo, bonito de se ver.
Embora isso nada tenha a ver com o verdadeiro sentido de Natal!
Trocar presentes??? Claro! Por que não!
Embora essa tradição tenha sido instigada
pelos comerciantes, que lucram durante esta época, não sou contra trocar-se
presentes nessa noite.
É bonito... as pessoas se entendem,
pelo menos até certo ponto...
quando ainda não estão de “cara cheia”!
 
Trocam abraços fraternos, beijos de carinho
e votos de “Feliz Natal”!
Embora, na maioria dessas reuniões, 
em todas as casas,
o que realmente prevalece
é a fartura da Ceia, bebidas à vontade 
e a qualidade e quantidade 
de presentes distribuídos, 
o  Natal é válido, como tradição!...

Principalmente pelas crianças.
Pela alegria estampada em seus rostinhos inocentes, esperando a chegada do bom velhinho que lhes trará presentes...
Não deixem que elas desacreditem da existência do Papai Noel!
Enquanto ainda são crianças e desconhecem as maldades do mundo.
As mentiras, as traições, as barganhas e artimanhas políticas e empresariais, 
o espírito competitivo que reina no mundo,
onde, quem tem mais é quem manda e dita as ordens, legais ou não 
(mais ilegais, do que amparadas pela legalidade).
 
Nessa época, não posso deixar de recordar um fato verídico, de minha infância, 
lá pelos meus nove anos de idade...
Até então, como toda criança, 
eu despertava, pela manhã,
e já ia logo procurando debaixo 
de minha cama, pelo presente 
que papai Noel havia deixado.
 
Foi quando descobri que o Papai Noel...
Não existia!...
Era meu próprio pai que, a muito custo,
economizava durante o ano todo,
para nos dar os presentes que queríamos,
e o que ele podia comprar!
Eram 10 filhos e, pelo menos seis presentes, ele comprava, só para os menores.
 
Nessa  noite, fiquei acordada, pela curiosidade incontrolável e... 
logo após a “Missa do Galo”,
como era de costume, vi meu pai deixando
nossos presentes debaixo de nossas camas...
Uma boneca para mim...
Outra para minha irmã mais nova,
e um carrinho, geralmente feito de madeira,
para meu irmão caçula!
 
Quando eu, fingindo que dormia,
vi que não existia Papai Noel nenhum
e sim, meu próprio Pai que nos trazia
os presentes, fiquei decepcionada e triste.
A decepção, por descobrir que Papai Noel
era uma mera fantasia...
E, a tristeza, foi por eu ter descoberto!
Pois eu preferia ficar acreditando 
no bom velhinho!
 
Nunca contei isso à ninguém!
Nem para meus irmãos menores,
pois eu queria que eles continuassem acreditando.
Não disse nem para meu pai ou minha mãe,
para não decepcioná-los!
Guardei o segredo comigo e, nos anos seguintes, eu não conseguia mais dormir...
Via meu pai chegar todo feliz, colocar os presentes debaixo de nossas camas e ia dormir, satisfeito, orgulhoso 
do dever cumprido!
 
No dia seguinte, eu brincava feliz
com minha boneca nova e com meus irmãos.
Agradecia a Papai Noel e continuava
a fingir que acreditava!!!
No final, acho que até acreditei mesmo!
Porém, nunca mais foi a mesma coisa, 
já não tinha aquele mesmo sentimento 
de espera e surpresa em meu coração, 
pois sabia que Ele não existia
e que tudo era uma invenção, 
um personagem criado,
mesmo não entendendo muito bem o significado daquilo tudo.

Depois, mais tarde, fui compreendendo 
que Papai Noel, era apenas uma figura 
para simbolizar o Natal.
Um velhinho que vinha de muito longe, 
para satisfazer os desejos de algumas crianças, pois ele não trazia 
presente para todos.
Esse fato constatado, por mim, 
ainda muito jovem, emudeceu-me
um pouco, por não compreender, 
porque algumas crianças, passeavam
com seus brinquedos pelas ruas, 
exibindo-os como troféus,
enquanto outras, apenas observavam, mortos de inveja, olhares tristes.
Mesmo assim, é necessário que as crianças tenham essa ilusão do Natal.
Deixem que elas acreditem, 
enquanto crianças...
Pois a vida é feita mesmo de esperanças!!!
E não é justo que ela morra nos corações
dos pequeninos, embora muitos não terão
esse encontro com Papai Noel!
 

O Natal de todos nós
 
 
 
Abram espaço
Para Jesus…
Em oração
De paz e luz!
 
Olhe nos olhos
De seu irmão
E lhe conceda
O seu perdão!
 
Que nos perdoe
Nos abrace
Todo o dia…
E…
Passo a
Passo…
Que se construa
A alegria!
 
 
Milla Pereira – SP/BR
 
 
 
ALMOÇO DE DOMINGO!
(Sobrou p’ra mim!)
 
Hoje tenho convidados
Que virão para almoçar.
Preciso ir ao mercado
P’ro menu complementar.
 
Vou fazer filet assado
Batatas p’ra acompanhar
Que minha mãe, no passado.
Ensinou-me a preparar!
 
Arroz soltinho e um bocado
De salada a completar
P’ra sobremesa, um gelado
De água na boca dar.
 
Virão meus filhos amados
“Postiços” – vou adorar
Ver os “netos” adotados
- Laís e Clara abraçar!
 
O Tomás, recuperado
Os pontos foi retirar.
Mas a coluna, coitado
O colar, tem que usar.
 
Ele e Nicole - amados,
Também virão p’ra pegar
O rango bem preparado
- Vou p’ro fogão me ralar!
 
Depois de tudo acabado
As louças todas, lavar,
Com o corpo bem cansado
Volto – aqui é meu lugar!
 
Milla Pereira – SP/BR
EU DISSE ADEUS...
 
 
 
EU DISSE ADEUS...
Abortei todos os sonhos
Expulsei os sentimentos
Matei a minha emoção.
 
EU DISSE ADEUS...
Estanquei o sangramento
Que surgiu voraz, medonho,
Dentro de meu coração.
 
EU DISSE ADEUS...
Corpo frio, tal irídio,
Cometi o suicídio
Renunciei à paixão.
 
EU DISSE ADEUS...
A dor é o que me conforta
O tempo já não me importa
Recolhi-me à solidão.
 
EU DISSE ADEUS...
Em prantos fechei a porta
A tristeza em mim aporta
É o fim do apogeu.
 
EU DISSE ADEUS...
Onde está o que houve em nós
Eu pergunto - e minha voz
No silêncio , emudeceu!
 
 
Milla Pereira – SP/BR

 

 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com