"BIOGRAFIA"

"Mário Pão-Mole"

 

«Poesia é a música da alma»

Mário Pão-Mole, nasceu a 20 de julho de 1941 em Safara/Beja. Alistou-se na Armada Portuguesa e seguiu a carreira de fuzileiro especial. Fez duas comissões ao ultramar: de 1963/65 em Angola; de 1965/67 em Moçambique; diz ter perdido a sua mocidade, por uma causa mais injusta de sua vida, mas sente orgulho no seu comportamento enquanto fuzileiro.
Sente a sua veia poética enquanto escreve ao sentir. Reúne acima dos duzentos poemas, que os guarda no seu baú, e gosta de participar e divulgar os mesmos, no seu mural do facebook. A sua voz poética se faz ouvir na “Rádio Confrades da Poesia”.
Está ligado ao “Mensageiro da Poesia” e  “Confrades da Poesia
 
BIBLIOGRAFIA:
Não tem livros editados
 
 
DE ONDE NASCEU O AMOR

 

Se os meus olhos falassem
E tu estivesses ouvindo
Ficavas sempre sorrindo
Com o que eles te contassem
Com muito amor te olhassem
É assim um amor lindo

Não tem tamanho, nosso amor
É maior que todo o mundo
Nesse teu olhar profundo
Vejo a mais bela flor
És o meu esplendor
Neste amor que me confunde

Baralho-me a toda a hora
Sem saber como te amar
Nunca te quero magoar
No que faço ou fiz outrora
Dizendo o que digo agora
Assim quero continuar

Um dia de cada vês
Cada dia mais paixão
Sem viver uma ilusão
Este amor que é talvez
O amor que agente fez
Com anos de união

Tivemos espinhos nas rosas
Desgostos agente enfrentou
O azar nos enlutou
Pondo o nosso amor em prova
Vencemos a vida nova
Nova vida começou.

 

Mário Pão-Mole - Sesimbra

 

 

 

 

LÁGRIMAS

 

Tuas lágrimas são cristais
Que cortam meu coração
Não te quero ver chorar mais
Se chorares é sem razão

Dou-te todo o meu amor
Amar-te sempre irei
Sem sacrifício nem dor
Que por ti tudo farei

O amor e a ternura
Que sai de meu coração
Vou amar-te com loucura

Um amor de invasão
Até mesmo à sepultura
Para chorar não tens razão.

 

 

 

Mário Pão-Mole - Sesimbra

 

O CÉU NA TERRA

 


Por vezes olho as estrelas
Dá vontade de as contar.
São tantas e são tão belas
Eu gosto tanto de velas
Reflectidas no teu olhar.

Nos teus olhos vejo o mundo
Mais lindo do que ele é
Vejo paz vejo alegria
Olho e parece magia
Quando estou contigo ao pé

Momentos de prazer imenso
Da tua voz musical
Adivinhas o que eu penso
E respondes com bom senso
Do que achas bem ou mal.

Nunca te vi enervada
Nunca virastes as costas
Nunca de voz alterada
Nem com ar de já cansada
Sempre tens boas respostas.

Onde há amor há paz
Há sossego e liberdade
O amor que nos apraz
O amor que agente faz
Com beijos de leviandade.

 

Mário Pão-Mole - Sesimbra

 

 

 

O MAL OU O BEM

 

Já tentei falar com Deus
Julgo, não me ter ouvido
Os apelos foram meus
Nenhum foi compreendido

Pedi-lhe que acabasse
O sofrimento no mundo
Se ele o fizesse, ou falasse!
Por não o fazer, me confundo

Já alguém disse, ele sabe bem
Tudo o que está a fazer
Sendo assim, porque não vem
Acabar com o sofrer?

Que não fale, mas que faça
Algum bem por quem merece
A inocência não passa
Por pecador, não parece.

Ele não ouve a minha prece
Porque eu não sei rezar.
Para castigar só quem merece
Aos inocentes perdoar.

De momento estou a ver
Este período fatal
Que o diabo veio fazer
O inferno em Portugal.

 

 

Mário Pão-Mole - Sesimbra

 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt