"BIOGRAFIA"

"Mário Barradas"

 
 

Mário Silva Barradas - Nascido a 1 de Janeiro de 1986; natural de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa

"Cantar é ser um pássaro de esperança poisado no olhar duma criança, que de olhar nunca se cansa"
Iniciou os seus estudos musicais aos 14 anos na Sociedade Filarmónica União Seixalense. Aos 15 anos ingressa na banda como executante de trompete e aprofunda os seus estudos na Academia de Música e Belas Artes Luísa Tódi e no Conservatório Regional de Setúbal, onde frequentou o curso oficial de trompete.
Em 2005 participa no Concurso Internacional “Flicorno D’Oro” em Riva del Garda - Itália tendo obtido o 3º lugar com a Banda Filarmónica da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete. No mesmo ano recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Alcochete, conferida pelo Sr. Presidente da Câmara José Dias Inocêncio.
Participou com a mesma banda no Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obteve os primeiros lugares na 1ª Categoria e na Categoria Banda Taurina.
Como convidado, toca em várias bandas filarmónicas do país e já foi membro da Orquestra Ligeira do Conservatório Regional de Setúbal.
Gravou três CD’s, sendo o mais importante para si o “Marés”, gravado com a banda da S. F. União Seixalense em 2005, onde é solista no trio para trompetes “Bugler’s Holiday”.
Lecionou Educação Musical na Escola Básica do 1º Ciclo dos Foros de Amora e no Colégio do Parque do Falcão, no Seixal estando a desempenhar funções de docente na EB1 da Aldeia de Paio Pires.
Estuda, desde 2008, na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, iniciando o curso de canto e tendo como professora da disciplina: Filomena Amaro. No Conservatório Nacional estuda ainda Análise e Técnicas de Composição, Formação Musical, Acústica e História da Música, Coro, Piano, Alemão e Italiano.
Na sua formação conta com nomes importantes do panorama artístico português: tem como professor o compositor Eurico Carrapatoso, foi aluno do Maestro José Augusto Carneiro, Carlos Marques, Fernando Altube, Filomena Amaro, António Laertes, Maria do Céu Santos, Filipa Palhares, Helena Lima e Tiago Marques. Foi também aluno da cantora lírica Maria Cristina de Castro.
Frequenta ainda a licenciatura do curso de Educação Musical na Escola Superior de Educação.
Com o projecto de iniciação à composição de obras, fez orquestrações de várias músicas, destacando-se a "Desfolhada Portuguesa" para orquestra e guitarra, de Nuno Nazareth Fernandes com letra do José Carlos Ary dos Santos. É ainda autor de algumas Marchas Populares do Seixal, cuja letra é de Vítor Perdigão, foi membro fundador do Grupo Musical de Animação de Rua "Algazarra & Companhia" e foi músico na Grande Marcha de Alcântara.
Foi também membro fundador do Grupo Cénico "A Fénix", no Seixal, sendo director do mesmo. Faz parte do Grupo Cénico da Amora, como cantor na revista e actor nos vários quadros que a compõem
Em 2009 cantou a "Desfolhada Portuguesa" no Fórum Cultural do Seixal, nas comemorações do quadragésimo aniversário da canção e vigésimo quinto da morte do poeta José Carlos Ary Dos Santos. Interpreta os poemas cantados do Ary dos Santos num concerto seu com orquestra intitulado "Mário Barradas Canta Ary Dos Santos", sendo várias vezes convidado para divulgar os poetas populares portugueses. É membro de “Confrades da Poesia” – Amora.

 
Bibliografia:  Não tem livros publicados.   
 
Blogs: - http://mariobarradas.blogspot.com/
 

Morro, Mas Morro de Pé
 
 
Navego,
Navego pelos meus sonhos
Como se fossem sempre os últimos,
Como se acabasse naquele momento
A minha vontade de viver.

Mesmo naqueles dias em que não estou bem comigo mesmo
Penso naqueles de quem mais gosto.
A família e os meus três grandes amigos
Que sei que um dia me hão-de ver partir
Para melhor? Para pior?
Não sei. Não imagino. Não perguntarei.

Quero que a minha vida seja
Uma luta contra aquilo que está errado,
Uma cantiga de amor para os meus amigos,
Uma cantiga de amigo para os meus amores.
Se viver mais do que aquilo que devo,
Então morro.
Morro, mas morro de pé.
 
 
Mário Barradas - Seixal
 
 
 
 
Um Cais Diferente
 
 
É neste cais
Que vejo o pôr-do-sol,
Que sinto a brisa do mar,
Que espero que as gaivotas
Passem por ele a voar.
 
É neste cais
Que aprendi a sonhar
Com aqueles de que gosto,
Pois ali descobrimos
As noites de Agosto.
 
É neste cais
Que paramos o tempo
Sobre as negras águas
Para depois conversarmos
As alegrias e as mágoas.
 
É neste cais
Que noutrora atracavam
Os pescadores do Seixal,
Que me sento e deslumbro
O moinho de maré e a capital.
 
É neste cais
Que a qualquer hora
Me afasto da cidade,
Como que se tivesse encontrado
Um cais de liberdade.
 
 
 
Mário Barradas - Seixal
Ao cais de pedra do Seixal
Villa Nova
 
 
 
Villa Nova de saudade
Uma madrugada de simpatia
Que pela sua amizade
Enche o coração de alegria
 
Um caroço de tristeza
Numa coifa fechada ao vento
Empurra um olhar profundo
Ao mundo do teu lamento
 
Por onde tu passaste?
Por quem quiseste falar?
Foi pela porta do tempo
Que está virada para o mar
E quantas vezes pensaste
Olhando o horizonte baixinho
Os amigos que encontraste
São como uma flor de verde pinho
 
Villa Nova de saudade
A olhar a foz do Tejo
E traz mais voz à cidade
Desenhada num azulejo
 
 
Mário Barradas - Seixal
Poema dedicado a Olga Villa Nova, fadista do Seixal
 
 
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com