"BIOGRAFIA"

"Maria Petronilho"

 
Maria Petronilho; nasceu no coração de Lisboa em Junho de 1952. Não se lembra de como aprendeu a ler e a escrever, entre essas são as coisas primeiras e primárias sem as quais a vida não seria possível. Perdeu sua mãe aos seis anos, mas ela semeara na sua alma o exemplo da serenidade, da coragem. E o amor pelos livros, que lhe acompanharam e valeram sempre.
Tenta transmitir a grandeza das pequenas coisas versus a pequenez das aparentes grandes coisas, que não grandes causas.
Destas premissas e da observação do que lhe rodeia, nasce a sua escrita “Diária, Essencial”; como o ar que respira.
Dedica-se exclusivamente à Literatura, principalmente na Internet, participando em numerosos sites de literatura e HP de amigos.
É membro efectivo da Academia Virtual Brasileira de Letras; Recanto das Letras e “Confrades da Poesia”.
A sua obra literária está registada no www.igac.pt
 
Obras Físicas Publicadas
Participação em várias antologias POESIS, Editora Minerva, Lisboa
Colectânea DA INCERTEZA (poesia a catorze), Editora Minerva, Lisboa
Antologia TEMPO DE POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia PALAVRAS DE SAFO, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia A ÁRVORE DA VIDA (por 5ª classificação em concurso, dentre 1351
trabalhos de 11 países), Editora Arnaldo Giraldo,S. Paulo, Brasil
Anlologia PALAVRAS AZUIS (II), ( Sindicato de Escritores de Blumenau) Brasil,
Antologia POESIA SÓ POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia Tertúlia na Era de Aquárius (Grupo Luna e Amigos) Editora Espaço do Autor, Santos, SP Brasil
1ª Antologia Poética (Edição Histórica)da Academia Virtual Brasileira de Letras Editora AVBL, Baururu, Brasil
Antologia "Agreste Utopia" (Por 3ª classificação dentre 1700 trabalhos de 12 países) - Editora Arnaldo Giraldo, S. Paulo, Brasil
Antologia "Roda Mundo" 2005, 43 autores - organizador Douglas Lara, Ottoni Editora, Itu. Brasil
Antologia de Escritores e Poetas "uniVersos", coordenada por Vanderli Medeiros, Editora e gráfica Ivan, Barra do Garças - MT, Brasil
Dois Povos um Destino - II Antologia Literária Grupo Ecos da Poesia - coordenada por Victor Gerónimo,
Projecto Cultural Abrali, Editora Zeni Leal- Curitiba, Brasil.
ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS e Autores de
Língua Portuguesa - 3ª edição", coordenada e editada por Ricardo de Benedictis, Bahia, Brasil
Nas Asas do Mar - Corpos Editora , Vila Nova de Gaia, Portugal
 
 
Blogs:
Asa de Mar (poesia)  - http://blogmaria.blogspot.com
Vou-te Contar (prosa) - http://vou-tecontar.blogspot.com
Sites Pessoais
http://www.mariapetronilho.com
www.mariapetronilho.avbl.com.br
 
Que Brilhe o Sol!
 
 
Sorri o sol lá no alto
do céu azul e sereno!
Entretanto, o bando Outono,
em flores azuis desceu.
Com beijos inesperados,
meus pés descalços roçou
e aos ombros desabrigados
em frio manto manto envolveu.
Ao enlaçar-me em seus braços,
do verão me apartou.
 
E ia eu divagando
na cálida fascinação,
sem perceber que findou!
 
Sereno e doce, o Outono,
despertou-me do meu sonho,
com seus beijos me lembrou.
 
 
Que sempre brilhe o sol na nossa alma!
 
 
 
 
 
 
De olhos abertos!


Bem podeis amordaçar-me!
Que me importa,
se estou viva
e tenho um coração que canta?
Bem podeis ir buscar cordas
e amarrar-me ainda mais,
que importa
se sou livre
e o meu espírito tem asas?
Bem podeis meter-me em masmorras,
nada importa!
Continuarei a gritar
que é meu o universo.
Bem podeis cortar-me a garganta,
nem isso importa!
À terra grande e livre
legarei meu corpo:
Morrerei de olhos abertos!
 
 
 
 
 
NEM LÁGRIMAS HÁ!


Já nem temos lágrimas
as gargantas de tão roucas
ficam no espanto caladas
arde tudo: nós e o ninho
não há árvore nem pouso
muita sede. sem descanso
esperamos que lá no céu
mude a direcção do vento

resta-nos tão só coragem
defrontando o desalento!
 
 
 
 
 
 
 
"O POETA É UM FINGIDOR"...


JARDIM À BEIRA MAR
Meu país é um deserto
morrendo de sede, em chamas
por luxúria e cobiça
as folhas jazem em cinzas
ervas... mais que tonsuradas,
estão queimadas nas estruturas
evaporadas as seivas
inflamadas as resinas
da luz emergem as sombras
as esbraseadas colinas
estão negras, nuas, sozinhas
em breve virão as chuvas
que arrastarão as terras
nuas, negras e sozinhas
ainda e sempre deixadas
tristemente abandonadas!
 
 
Apesar de tudo
 
Nada, nada se esquece!
A dor viva permanece.
Não se cura o sofrimento
Desnaturado, nascido
De quem era esperado
Amor, defesa e abrigo
 
Na minha alma
Céu aberto
Existe uma nuvem roxa
Que entretanto me afoga
Pois só desamor tragou
 
Minhas asas converteram
A sombria cor das penas
Mas remordem cerceadas
As minhas sãs esperanças
Para sempre decepadas.
 
Fui salva pelas quimeras
Que entesourei nas estrelas
Em meio ao feroz tormento
 
Não guardo ódio cá dentro
A quem de infame alvedrio
Tanto e sempre me feriu
 
 Tento deslembrar mas... não!
 
 
 
 
Só posso aceitar o que entendo
 
Aproveitar a vida
É questioná-la
E aos outros
E a tudo o que me rodeia.
Quando não mais perguntar
É porque deixei de ser.
É porque parei de viver.
Mesmo se o meu coração
Teimoso, ainda bater.
 
 
 
 
 
Choro de Alerta...  !




Rebrilham intensas chamas
Incêndios devoram florestas
ardem
casas e aldeias
desarvoram as pessoas
ateadas

as fogueiras são
lançadas
sobre as copas
semeaduras e matas

nas sedentas serras
reacendem
as chamas atabafadas

gentes animais e plantas
perecem incineradas

baldadas
lágrimas
suores
cansaços
tantas dores
escusadas
crepitam choros
aflitos
o fumo afoga os gritos
não chegam suor e prantos
para debelar
fogos postos

ardem as nossas florestas
consomem-se as nossas esperanças
com tanto amor semeadas

lutamos ao extremo
exaustos
enquanto de longe outros
se riem dos nossos esforços

e
refastelados
se esbaldam nas piscinas
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com