"BIOGRAFIA"

"Maria Luiza Bonini"

 
 

 

Maria Luiza Bonini; nascida em S. Paulo a 24 de Agosto. De «Formação Humanista». A sua relação com a arte, pode ser confundida com o seu nascimento. Talvez, por uma influência genético-cultural, de seus ancestrais fiorentinos... É paulistana, descendente de italianos, por parte de pai, oriundos Di Lucca, na Toscana, vizinha de Firenze, berço das artes. Muito precocemente, precisamente aos cinco anos de idade, já iniciava seus estudos de piano, o que a levou a desenvolver uma grande sensibilidade para com a música, durante toda a sua vida.
Momentos em que a superação de algum problema, se fazia presente, sempre recorreu a alguma forma de arte. Foi, justamente, em um desses períodos que começou a pintar. Seus óleos sobre tela, a levavam a outra dimensão. Quando se deparou com mais uma pedra no caminho, mergulhou na poesia, nos contos e nas crônicas. O que era para ser mais um escape, avolumou-se de tal maneira, que não conseguiu mais parar de escrever. Ama a poesia, adora as letras, pois, foi a maneira que encontrou para ser feliz. Foi membro de “AVPB”; Actualmente é membro de “AVSPE” - Brasil; “AVBL” - Brasil: “Varanda das Estrelícias” – Lisboa / Portugal; “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal; ainda de outros portais da Internet.
 
Bibliografia:
 
 
Sites / Blogs:
www.marialuizabonini.com.br
 

O IDIOMA QUE FALA A POESIA 

Jamais ouse criticar os escritos de um poeta!
Acaso, julgas-te poeta? Então,
estarás expondo ao mundo a tua vã ignorância.
Perderá a tua imerecida titularidade e militância.
O idioma que o poeta fala não se encontra em livros,
em dicionários nem em escritos.
Trata-se de um idioma que só os verdadeiros poetas, entre si, entendem. Se não entender, cala! Eu te digo:-
Tu não és e nem serás jamais um poeta, meu amigo
 
Naquele Natal
 
 
Naquele Natal, o menino esperara
Por todos os cantos, curioso, procurou
Àquilo que vãs promessas, seus sonhos despertara
Os sinos da Igreja, para ele, jamais tocou...

Naquele Natal, o menino reencontrara
A esperança que um dia se apagou
E, novamente, em devaneios, se abraçara
Era tudo o que de sua vida, então, restou

Naquele Natal, o menino esquecera
Das frustradas noites vazias que passou
Sem família, sem pão e sem espera

Naquele Natal, o menino silenciou
Sons estampidos para sempre o emudecera
O sino da Igreja, então, tocou...


"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei"
Jesus Cristo
 
Maria Luiza Bonini - SP/BR
 
 
O ACENAR DO ADEUS, A QUEM SE AMA
 
 
O acenar do adeus, a quem se ama
É como matar um feto vivo
Saltitante, no ventre, como chama
À espera dolorosa, do cruel castigo
Grita e chora e,  tênue, reclama
Implorando à vida, por um lenitivo
Que o salve de tão pérfida trama
 
O acenar do adeus, a quem se ama
É um sufocar, covarde, até à morte
N' um violento e inconsequente ato insano
Lançando, sem destino, à própria sorte
O sentimento raro que, cândido, emana
Perdido e agonizante, sem rumo e sem norte
Tal pecador jogado ao limbo, por profano
 
O acenar do adeus, a quem se ama
É um cruel extermínio, suicida
Pela desdita, que se torna soberana
Ao destruir toda a razão de uma vida
Por inclementes e embaraçadas tramas
Com o amargor das tristes despedidas
Tal derradeira cena, d'um tocante drama
 
 
Maria Luiza Bonini – SP/BR
 
 
 
A MÁSCARA
 
 
Foi escondida por uma máscara
Que tentei disfarçar meus sentimentos
Porém, servidos em uma taça
A ti, distraída, ofereci a sorvos lentos
 
Foi escondida por uma máscara
Que por tempos eu permaneci
Sufocando n' um conflito solitário
A dileta paixão que crescia, em frenesi
 
Foi escondida por uma máscara
Ainda assim, meu segredo, revelado
Meu amor se expôs a ser julgado
 
Foi escondida por uma máscara
Que me surpreendi, com a suprema alegria
Ao sentir que teu amor, sem pudor, a mim, sorria.
 
 
Maria Luiza Bonini
E ENTÃO, O AMOR SE FEZ VERBO
 
 
Então, o amor se fez verbo
Em desconexas palavras, na sua euforia
Crendo no que lhe parecia eterno
Passou a dizer ao mundo, o que sentia

Então, o amor se fez verbo
Em meio a toda a sua alegria
Cantou seus segredos, em prosa e verso
Sem censuras, fez-se todo poesia

Então, o amor se fez verbo
Conjugou em todos os tempos, a sua fantasia
Sem perceber que a vida, sua algóz, o trairia

Então, o amor que se fez verbo
Ofereceu, em sacrifício, a sua agonia
Calou para sempre, o amor, que, de amor, então, morria
 
 
Maria Luiza Bonini – SP/BR
 
 
 
O VOO A DEUS, NUM BREVE ADEUS
 
Nesta manhã de frio invernal
A poesia sentiu-se tão só
As letras se confundiam em nós
Estagnadas, assistiram o voo imortal

Nesta manhã em que o sol se escondeu
Foi tão difícil compreender essa partida
Em que o mundo da poesia se perdeu
Questionando os caminhos por onde anda a vida

Nesta manhã os pássaros calaram seu chilrear
As rosas, em pequenas gotas de orvalho, choraram
O Rio Preto e São José, em tarja luto, se postaram

Nesta manhã ela se foi para o seu eterno morar
Num voo a Deus, num breve adeus
Deixando saudades dos nobres aos plebeus
 
 
Maria Luiza Bonini - SP/BR

 

 

A NOSSA MÚSICA
 
 
 
A nossa música
Tem o recato silencioso de uma pausa
Quando, em suspiros, nos perdemos
Envolvidos por um amor em brasa
Nos limites d um sentir, que só nós dois sabemos

A nossa música
Traz um suave sussurrar em meus ouvidos
Quando notas soam, num doce pianíssimo
Dizendo do amor que nos faz unidos
Provocando arrepios, em perfeito uníssono

A nossa música
Tem a fragilidade das pequenas fusas
Como o tecer de um ninho por um passarinho
Num vai e vem ritmado em fios difusos
À espera de uma colisão plena de carinhos

A nossa música
Tem a serenidade de uma serenata
Aquela que disseste ser minha, em teu canto
Naquela inesquecível madrugada
Quando revelamos nosso amor, em prantos
 
 
Maria Luiza Bonini - SP/BR
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com