"BIOGRAFIA"

"Maria Alexandre"

 
 
 
 

Maria da Encarnação Alexandre – nascida a 13 de Março de 1954, na freguesia de Póvoa da Isenta, concelho de Santarém. Os seus pais eram pessoas modestas ligadas à agricultura e no caso do seu pai ligado também ao ensino e domesticação de cavalos, num organismo do estado. Fez a escola primária na sua freguesia e seguiu depois os seus estudos na Escola Industrial e Comercial de Santarém onde fez o Curso geral de Comércio. Ainda durante o período que passou em casa criando os seus filhos deu explicações a crianças da escola primária.
Em 2010 fez a equivalência ao 12º ano através das Novas Oportunidades. Presentemente trabalha num consultório em Lisboa.
No início de 2015 deu início a escrever poesia, depois de um desafio lançado no Facebook, por altura do dia Mundial da Poesia.
Colabora no jornal digital “Noticias do Ribatejo” com a sua poesia semanal. É membro de “Confrades da Poesia” – Amora /Portugal

 

BIBLIOGRAFIA:

Não tem livro publicado

 

Principais sites (links) onde participa:

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ESPERO….
 
 
ESPERO a noite ser dia
Na esperança que chegues
Faças de mim a tua alegria
no teu regaço me aconchegues
 
ESPERO que sigas o meu rasto
Na imaginação do teu querer
E o teu amor…  puro e casto
Faça de mim o teu viver
 
ESPERO o dia nascer
Lá ao longe no horizonte
E que me faças depender
De ternuras…da tua fonte
 
ESPERO o teu abraço quente
A envolvência do teu amor
Oferecido de forma diferente
No ágil voo dum beija-flor
 
ESPERO o teu beijo terno
Duma ternura florida
No aconchego do inverno
Numa noite proibida
 
ESPERO….ESPERO…ESPERO…
Já não sei se vale a pena
Pode ser até um exagero
Mas…esperar me deixa plena..
 
Maria da Encarnação Alexandre - Santarém
 
 
 
 
 
 
LONGE DA MINHA CIDADE
 
 
Longe do meu Ribatejo
Longe da minha cidade
Sinto a ausência do Tejo
Sinto um laivo de saudade
 
Noutros tempos não olhava
Com a mesma dedicação
Tudo aquilo que me dava
Estava ali mesmo à mão
 
Foram uns tempos de magia
Que só mais tarde percebi
Tempos de inocência e alegria
Nesta cidade onde cresci
 
Fico-a chorando agora
Pelos tempos que lá passei
Quero voltar sem demora
A pisar as ruas por onde andei
 
Ver, correr, andar por elas
Tempos passados reviver
Relembrar como eram belas
Fazer novo adolescer
 
Ruas com beleza e história
Foram parte do meu crescer
Ficaram-me na memória
Ajudaram-me a ser mulher
 
 
Maria da Encarnação Alexandre - Santarém
 
 
NA CIDADE
 
 
Uma cidade..
Uma praça..
Um jardim..
Um banco de madeira..
Sento-me e observo..
Pessoas que passam apressadas
Outras que descansam sentadas
Um velhote dormita
Embalado no doce calor do sol
Pombos arrulhando
Comem migalhas aqui e ali
Ou fazem danças de acasalamento
Pardais atrevidos
Quase me pulam p’ro colo
Em busca de comida
Na relva verde
Salpicada p’lo branco
De pequenos malmequeres
Borboletas esvoaçam
De flor em flor
Num colorido frenesim
Enquanto pássaros chilreiam
Nos ramos altos das árvores...
Indiferentes
À vida no jardim
Os carros passam na avenida
Numa correria desenfreada
Travam...param...buzinam...
Em busca
Sabe-se lá de quê…
 
 
 
Maria da Encarnação Alexandre
NAQUELA RUA
 
 
Naquela rua expurgada de luz
Árvores nuas silenciam a dor
E na calçada fria que nos conduz
Jazem ramos verdes sem amor
 
Esperam o tempo, mutiladas
Que de novo, a vida lhes trará
As suas copas tristes abraçadas
Clamam pelo canto do sabiá
 
Sol quente e chuva suave, lhes dão
Nova paz nova alegria de viver
Tristes seus ramos nus renascerão
Suas copas nova vida irão ter
 
E erguem seus ramos ao céu azul
Como que num agradecimento
E uma leve aragem vinda do sul
Envolve-os num leve e doce alento
 
Naquela rua expurgada de luz
Árvores verdes exultam beleza
E na calçada fria que nos conduz
Belas sombras calam a sua frieza
 
 
 
Maria da Encarnação Alexandre - Santarém
 
 
 
 
 
 
 
FOI-SE A VOTOS
 
 
Foi-se a votos e aconteceu
Não sabermos quem perdeu
Anda o povo baralhado
E a ficar muito cansado
 
Está lançada a confusão
Andam todos numa aflição
Uns que querem lá ficar
Outros lá se querem instalar
 
E por causa de tudo isto
Fica o nosso País mal visto
Eles não se sabem entender
Não sabe o povo que fazer
 
Mas ficam amigos no fim
Porque só pode ser assim
E quem fica mal é o povo
Porque não há nada de novo
 
Continua tudo assim, igual
Neste nosso Portugal
Nosso canto à beira mar
Que não desistimos de amar
 
 
 
Maria da Encarnação Alexandre - Santarém
 
 
ONDE ESTÁS
 
 
 
Oiço-te..
Mas não te vejo
Caminhas longe
Tão longe...!!
Que não sei onde fica
O caminho por onde vais
Sinto a tua presença
No vento que sopra
Tão forte que me arrasta
Enrolada nas rajadas
Tal qual
Os teus braços me envolvem
Quando em sonhos me abraças...
Sinto o cheiro do teu perfume
Na água da chuva
Que cai silenciosa
Na vidraça da minha janela
Saio para rua
Para que ela
caia sobre mim
E eu...
Me perfume de ti....
 
 
 
Maria da Encarnação Alexandre - Santarém
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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