"BIOGRAFIA"

"Manuel Gervásio"

 

«A Poesia Satisfaz»

 

Manuel Raposo Gervásio – de nome literário Manuel Gervásio; nasceu em Colos, concelho de Odemira em 1946.

Filho de pequenos agricultores fez a escola primária em Colos e frequentou o Colégio de Odemira para completar o 5º ano dos liceus. Neste colégio chegou a ser  um dos melhores alunos. Fez tropa em Lisboa e depois foi funcionário dos CTT e finalmente empregou-se na TAP onde foi técnico de receituário e chegou a chefe de secção. Sempre foi um amante da poesia. Actualmente aposentado cultiva um apequena horta e nos tempos livres escreve de vez em quando alguns poemas, é irmão da nossa confrade Maria Vitória Afonso que também foi sua professora no 1º e 2º ano do liceu em todas as disciplinas no chamado ensino doméstico. É membro de “Confrades da Poesia” - Amora 

 
BIBLIOGRAFIA:

Não tem livro publicado

 
E-mail: m.gervasio@gmail.com - Site: http://www.confradesdapoesia.pt/Biografia/ManuelGervasio.htm

 
Dueto na aldeia
 
(Manuel - Gervásio
Maria Vitória Afonso)
 
Queria contigo ao serão
Fazer um poema a meias
Do Alentejo a sedução
Martela nas nossas veias.
 
As meias que me propões
Nunca serão de poesia
Só para azeite em garrafões
E se for de Santa Luzia.
 
Eu uso as meias nas pernas
No frio Inverno os serões
Não serão meias modernas
As meias que me propões.
 
Estas nossas abaladas
Com geada e manhã fria
São morosas caminhadas
Nunca serão de poesia.
 
Na Quinta das Bacorinhas
Há azeitonas aos milhões
Não se comem curtidinhas
Só para azeite em garrafões.
 
O azeite é bom tempero
 Se alimenta e se alumia
Cozinhado com esmero
E se for de Santa Luzia.
 
Nem só de pão vive o homem,
Mas também de poesia
Não dá prazer aos que comem
Se a vida não tiver magia.
 
 
 
 
Onde está o Presente?
 
Porque o tempo é movimento
As coisas que já lá vão
Eram futuro num momento
Agora, passado são.
 
Esta corrente sem fim
que se chama pensamento
qual rosa num jardim
desflorada pelo vento.
 
O passado e o futuro
regulam a nossa vida
e não há presente puro
pois não teremos medida
para construir um muro
que vá dar outra saída.
 
 
 
Manuel Gervásio
Foros de Amora
 
 
 
 
 
Histórias que o avô contava

 
Eu fui à Missa do Galo
Mas ele não estava lá
Comi peru com regalo
Onde é que o galo estará?
 
E fui ao livro sagrado
Para o galo procurar
Três vezes Cristo é negado
Antes do galo cantar.
 
Cristo foi crucificado
Na cruz por um fariseu
O galo foi degolado
Já sem rim que alguém comeu.
 
Cristo ressuscitou enfim
Para todos nos salvar
O galo com menos um rim
Volta de novo a cantar.
 
 
Manuel Gervásio - Foros de Amora
 
 

Parabéns À Poeta

(poema dedicado à sua irmã

Maria Vitória Afonso)

 

 

 

O Poeta não faz anos

Somente a fingir os faz

Se a Vida são desenganos

É sempre o tempo que os traz.

 

Será o tempo que passa

Ou somos nós que passamos?

Na ventura e na desgraça

O Poeta não faz anos.

 

Mas pelo sim pelo não

Vão parabéns do irmão

Por que a Vida é mesmo assim…

 

Nesta rima um pouco pobre

Há um sentimento nobre

Que trago dentro de mim.

 

Manuel Gervásio - Foros de Amora

 

 
 
Escutando o Silêncio
 
O silêncio é um estado
Que nos traz introspeccção
Pensamento estruturado
Sempre   em busca de razão.
 
Que o bom rumo não acabe
Neste dilema feliz
Antes   dizer o que sabe
Que não saber o que diz.
 
Falar muito sem razão
Não é talvez a maneira
De resolver a questão.
 
E por muito que se queira
Se o motivo é presunção
Não passará de cegueira.
 
 
 
Manuel Gervásio
Foros de Amora
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt