"BIOGRAFIA"

"Malubarni"

 
 

Maria de Lourdes Barni: Malubarni. Nascida na Bela cidade de Joinville - Santa Catarina / Brasil. Formou-se em Engenheira Civil, actualmente está aposentada. É Mãe de uma linda filha.

Hoje reside em Portugal por conta do seu segundo casamento. A sua família permanece no Brasil, para onde viaja duas vezes por ano.

Está integrada em Portugal e diz gostar muito deste país irmão. Reside em Vila Nova de Gaia, bem perto da cidade do Porto.

Enfrentou muitos problemas com um câncer, conseguiu a sua recuperação em Portugal e foi nesse período que surgiu a vontade de escrever poesia para amenizar a sua dor.

Em Joinville, ganhou um prémio da Fundação Cultural com o poema "Colombina", o que a deixou mais incentivada e motivada para continuar a escrever.

Encontrou neste seu Recanto, o canto que procurava. Já fez novas amizades que preza muito. Espera dar continuidade à poesia, por muito mais tempo, se Deus assim o permitir. Está ligada a várias Associações Poéticas e Culturais. Actualmente é também membro de "Confrades da Poesia" -Amora / Portugal
 
Bibliografia:
No Brasil Lançou 3 livros, o primeiro em conjunto com Isabel Fontes, e cujo lançamento também em Portugal foi realizado.
 
 
Site: http://www.malubarni.prosaeverso.net/
E-mail:  malupoeta@sapo.pt

LIVRO PARA COLORIR



Ganhei um livro para pintar
gostei muito e vou dele cuidar
veio com caixa de lápis de cera
de verde-claro pintei uma pêra

Com que cor pinto o patinho?
Já sei, de amarelo bem clarinho
O trem fiz todo muito colorido
Até parece um jardim florido

A casinha , dei cores em azul
Sua frente aponta para o sul
O telhado, pintei de alaranjado
As portas, de vermelho-encarnado

A rosa ficou linda de vermelho
Foi correndo se olhar no espelho
Os lírios belos ,pintei de amarelo,
Quase no tom do bom caramelo

Tenho muito ainda para colorir
Então agora vou me despedir
Até logo minha gente amiga
Vou já pintar uma formiga….
 

 

 

 

 

PALCO DE AMOR

Com cortinado de rendas
Caindo enrodilhado até ao chão
Fechamos nosso palco de amor
E cúmplices, a ele damos vazão

Ao fundo, ouvimos cânticos
Que espraiam versos ao luar
Enamorados e enternecidos
Esperamos unidos o sol raiar

Na mansidão da bela noite
Encontramos muito bem-querer
E com requintes de seda pura
Festejamos mais este acontecer

No tecido lírico dos sonhos
Escrevemos versos de amantes
Nesta noite, no palco do amor
Veremos o novo dia exultantes.

 

ALADA


No teu sorriso assim reconfortante
Espero alimentar todo meu ser
E o coração no dom do bem querer
Se acelera no peito confiante

Qual Fênix das cinzas a renascer
Minha esperança espalho na amplidão
Alço meu vôo em tua direção
Na certeza do amor que faz viver

Então a eternidade se fará
Como bônus do amor que vem de ti
Na colheita da flor, paixão bravia,

Que o meu ardor assim transformará
No flutuar da balsa que escolhi
Vagando em pleno mar na calmaria...

 


 



AMOR EM VERSOS


Com meus sentidos dispersos
Vejo toda a luz deste universo
canto o amor nos meus versos
com simples cânticos diversos

No fundo do meu estranho ser
Há tanto e enlouquecedor querer!!!
Minha alegria, exclusiva, é viver
viver totalmente para ti até morrer

Amor em versos pintados na pauta,
para cantar, tamborilar e tocar flauta
Com doçura, sentimentos e carinhos
Vamos construindo nosso feliz ninho

Sempre fostes e serás minha paixão
razão maior de toda a minha emoção
Serás sempre a minha doce loucura
Encerro de vez o tempo de procuras

QUE POETA SER?


Versos em cubismo
Odes de futurismo
Salve Dom Picasso
Que desenhou com aço

Ou ser cosmopolita?
Aderente na escrita
Metaforizando tudo
Não entender o profundo

Ou poeta urbano?
Bem suburbano
Causos banais
Quase fatais

Que poeta ser?
Sobre quê escrever?
Sobre o amor?
Sobre a dor’

Talvez sobre o cotidiano
De tantos enganos
De rezas e juras
De almas impuras

Poemas mutantes
Como ambulantes
Que levam embora
A canção da hora

 

 

 

ABRAÇA A ONDA

O mar revolto abraça a onda
Que fica tonta e espraia-se na areia
Chega ao pés dos incautos e sonda

Desenha e tatua marcas na areia
Como se dela fosse propriedade
E se recolhe com o silvo da sereia

Mas antes deixa a melodia da maré
Fica a canção do mar que quer amar
Sabe que voltará , não nos mesmos pés

Trará da próxima vez, a voz da longitude
E deixará na areia seu sémen transmissor
E a onda ao ser abraçada é ser fecundante

 

 

 

Em ti
 
 
Ressurjo em ti
        Vindo de algures
De uma música
        De um poema
 
 
Reinvento-me em ti
        Descerro cortinas
Desço os véus
        Abro os gestos

 

Entrego-me a ti
        Na dança
No frenesi
        Digo-me inteira

 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com