"BIOGRAFIA"

"Malu Mourão"

 
Maria Luísa Mourão - Nome literário  "Malu Mourão". Nascida em 01/11/1950, Ipu/CE.Graduação e Pós-Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú/Sobral/CE. Professora Aposentada, Poetisa, Divulgadora Cultural; Membro Efetivo, Presidente Interina e Administradora da ACADEMIA VIRTUAL SALA  DE POETAS E ESCRITORES – AVSPE (Da Poetisa Efigênia Coutinho); Membro Correspondente, no Ceará, do INSTITUTO BRASILEIRO de CULTURAS INTERNACIONAIS – RD – INBRASCI/MG (Governadora - Poetisa Andréia Aparecida Silva Donadon Leal); Delegada pelo Ceará da ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA E LITERÁRIA 'A PALAVRA do SÉCULO XXI' – ALPAS XXI, de Cruz Alta/RS  (Rozelia Scheifler Rasia); Colunista do PORTAL VDM, de Brasília/DF (Vânia Moreira Diniz); Jornal FRU-LUSO (Jornal Periódico Português de Fribourg) – (Jorge Vicente); PORTAL CEN – “Cá Estamos Nós” - Portugal (Carlos Leite Ribeiro); Prefaciadora do livro “O Que é Poetar?”, de Lucas Cozza Bruno, escritor gaúcho, editado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores do Rio de Janeiro, RJ, 2007, e da Antologia “Palavras, A Linguagem da Vida”, organizada pela Profª Ilda Maria Costa Brasil, editado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores do Rio de Janeiro, RJ, 2009; Apreciadora Crítica do Livro “Juntas, Hoje e Sempre”, de Victória Falavigna & Ilda Maria Costa Brasil, editado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores do Rio de Janeiro, RJ, 2009; Participante das “I Antologia Poetas Pela Paz e Justiça Social”, Editora Alcance, de Porto Alegre/RS (Mimo das Poetisas Ilda Brasil e Victória Falavigna); “III Antologia do Portal CEN – “Ca Estamos Nós”, Editora Nova Letra, Blumenau/SC; “A Palavra do Século XXI”, Câmara Brasileira de Jovens Escritores do Rio de Janeiro, RJ. Actualmente membro de "Confrades da Poesia".


 

Bibliografia:
 

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Sou Essência, Poeta e Vida.
      
 
                              

Sou o poeta, sou a rima,
Que a vida adoça e anima.
Sou do cacto a flor,
Que o espinho guardou.
Sou o pássaro a cantar,
Que vai a natureza encantar.
Sou do rio o leito,
Que no estio é desfeito.
Sou o chão molhado,
Que faz brotar o grão semeado.
Sou um elo da corrente,
Que prende a vertente.
Sou o verde da flora,
Que o homem deflora,
Sou o resto do lixo,
Que sobrou do desleixo.
Sou luz, sou a quimera,
Que forma a aquarela.
Sou do medo a verdade,
Que você chama de covarde.
Sou a mentira da coragem,
Que você chama de vantagem.
Sou a essência da vida,
Que você sempre olvida
Sou alegria, sou lundum.
Ah! Sou apenas Malu!
 
 
 
 
PALAVRAS!...

 
 
Ah, palavras!...
Palavras de amor,
Palavras de dor...
 
Ah, palavras!...
Palavras de encanto,
Palavras de espanto...
 
Ah, palavras!...
Palavras de paixão,
Palavras de traição...
 
Ah, palavras!...
Palavras escritas,
Palavras ditas...
 
Ah, palavras!..
De amor?
Ou dor?
De encanto?
Ou espanto?
De paixão?
Ou traição?
Escritas?
Ou ditas?
 
Palavras surgidas
Que revelam o saber,
De almas incontidas
Buscando viver!...
 
 
 
Sublime Colheita.
 
Procuro nos caminhos a trilhar,
Plantar sempre muita harmonia,
Para que outros possam encontrar
Desta vida a sublime alegria.
 
E nesta busca eu procuro a paz.
Que ela reine assim por inteira,
Ungindo de amor nossos iguais,
Numa festa de fé verdadeira.
 
Que os homens, neste caminhar,
Aprendam a controlar suas emoções.
E da vida, eles saibam comungar
Da concórdia em seus corações.
 
E para que minha semente germine,
Vou cantando a canção do amor,
Desejando que a luta termine,
Em colheita de sublime louvor.
 
 
 
 
Suprema Entrega.
 
 
Na sutileza mágica de nosso amor,
Rejubilo-me ora de contigo estar!
Canto da suprema entrega o louvor,
Quando no teu corpo posso esposar.
 
No meu olhar revérbero de paixão,
Ofusco os sentidos dos anseios.
E embalada ao som de meu coração,
Pulso a minha vida em devaneios.
 
Em ti eu busco a minha metade,
Sublimando este amor em fantasia,
Entrego – me assim com lealdade,
 
A este soberbo amar que contagia.
Em teus lábios, bebo a tua vontade,
O teu supremo néctar que extasia.
 
 
UMA LIÇÃO DE AMOR.

O amor é um sentir que loucamente,
Te levará a caminhos que provavelmente,
Te farão viver sonhos que francamente
Te marcarão com sofreres inutilmente.

Mas, se viveres este amor corretamente,
Andarás por trilhas que, felizmente
Te deixarão viver momentos que obviamente,
Te conduzirão a prazeres amadurecidamente.

Só não deixes que o destino cruelmente,
Te traga um alguém que, futilmente
Te faças chorar  amargamente.

Mas, na medida do que for possivelmente,
Tentes encarar a vida sutilmente
Para que possas se feliz eternamente.
 
 
 
O TEMPO.

O tempo que passa
Cadencia e repassa
E marca  no dia
Uma rebeldia...
Suspira na hora
De cada aurora.
Se chora e clama,
não reclama...
Sufoca o pranto
No seu desencanto.
O tempo não para.
Só declara:
Esconde a verdade
Da insana saudade.
Disfarça na lembrança
Tua esperança,
Que invoca do peito
Este amor em deleito
Que foge sorrateiro,
Por inteiro,
Pois o tempo não perdôa.
Só tudo atordôa.
E desespera em vão
Teu coração.
Guarda a vontade,
Esquece a verdade,
Sufoca o desencanto,
Seca  teu pranto...
Pois a força
Que tem teu amor,
O tempo esqueceu e deixou!
Olhando da Janela!
 
 


Do alto da montanha se ostenta,
De um povo, a marca de uma vida,
Que na verdade em nada lhe contenta,
O vil poder que a muitos intimida.

Vejo a favela assim imperiosa,
Onde esconde sutil a incerteza,
De uma vivência às vezes duvidosa,
Que do morro faz parte da beleza.

Mas naquela hipotética comunidade,
Existem os sonhos e as decepções,
Que se misturam a cada realidade,
Mesclando de anseios as emoções.

Ali surgem incógnitas impetuosas,
Onde a vida arquitetada na carência,
Entrega-se confusa às teias laboriosas,
Do escárnio prepotente da violência.

E no compasso da eterna esperança,
A comunidade no seu pensar latente,
Deseja ter um viver de bonança
Onde a paz ilumine cada vivente.

Moradores da Rocinha, Sereno ou Fé,
Quitungo ou Complexo do Alemão,
Corôa , Caixa D'água ou Guaporé!...
Guardarei esta imagem no coração.
 
O Silêncio.
 
 
Sei que há algo estranho,
Mas como poderei saber,
Se teu silêncio bisonho
Nada vem me dizer?
 
Se eu fiz algo errado,
Como poderei saber,
Se você fica  aí calado
E nada vem esclarecer?
 
Dizem que é humano errar.
Perdoar, então, é sublime!
Mas se o castigo é silenciar
Desculpar-me não redime.
 
Então, vou me calar.
Pois nosso silêncio resume:
Se não podemos perdoar,
Do erro estaríamos incólume?
 
 
 
Musa Inspiradora
 
 
E a Musa se deleita no amor,
Como rosa a perfumar a vida...
Habita na imaginação do autor,
Que abriga a poesia em sua guarida.
    
Ela é a vida, a poesia a criação!
Faz do Poeta sua eterna  moradia.
Compartilhando dele a emoção,
No tabernáculo de sua alegria.
    
E neste alimento de sutil fantasia,
Vai o poeta,  em seu fascíno a escrever.
E sua Musa em soberba galhardia,
Em seu coração amante vem viver.
    
E num romance de perfeita gentileza,
O Poeta e a Musa a se completam,
E num  cantar de real beleza,
Os poemas nascem e se alimentam.
 
 
 
 
 
 
IPU, UMA SAUDADE!


Ah, minha terrinha!
Eu amo a tua beleza.
Sinto saudades do teu seio que aninha,
Tuas ruas... Meu sonhar!
Das águas que descem fagueiras,
Ultrapassando as ribanceiras,
Com teu véu a esvoaçar!
Ipu de minha infância,
Que me viu adolescer.
Terra, que em tua fulgurância,
Viu-me fazer mulher.
Terra das serenatas,
Das festas de São João.
Dos jogos dia de domingo
Trazendo - nos tanta emoção!
Ipu das verdes matas e do belo canavial...
Como esquecer o bingo,
Na Praça do Pavilhão?
Recordo do carnaval,
Deslumbrando na euforia do desfilar,
Com o bloco “Papa-Lalau”
Ainda vou foliar!
Se “Custemu mas Cheguemu”,
Espera-me! Um dia eu vou voltar.
 
 
 
 
 
ILUSÃO PERDIDA.         
                                       

O tempo que faz nascer os sentimentos,
Desarma as criaturas sem alentos,
E comanda a saudade com tormentos
Marcando o descontrole  dos momentos.

Pois o tempo, que um dia na bonança,
Fez surgir do amor uma aliança,
De me trazer uma majestosa esperança
Que ficou guardada apenas na lembrança.

E eu, segui o meu  destino na emoção
Daqueles que guardam o amor no coração
Porém, escondem em seu íntimo a decepção

De quem sempre ama e nunca é correspondido.
E hoje, acalento  no meu peito desiludido,
Apenas uma saudade deste amor perdido.
 
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com