"BIOGRAFIA"

«Laerte António»

 

Laerte Antonio nascido a 05 de Abril de 1941, em Casa Branca, SP, Brasil. Formado em Letras, Pedagogia (com as respectivas extensões universitárias), teve o magistério como vocação: do fundamental ao universitário e a poesia como seiva, força e sentido de ser — um modo interdimensionado de viver pelo escrever, melhor: escreviver, já que viver, para ele, é um passar-se a limpo diuturnamente.
Desde bem moço mantém assiduamente a sua coluna no Jornal de sua Terra: Casa Branca, SP,
a Capital da Jabuticaba, a seu dispor.
A Vida nos seja o caminho! — um slogan que não é dele porque desejaria fosse de muitos e muitos. O mais... o mais a sua poesia nos dirá.
É membro de “AVSPE”;  “Confrades da Poesia
Blogs: www.viajantedotempo.com.br
E-mail: caminhocaminhante@terra.com.br - lanton@hotmail.com.br 
 
Bibliografia:
“Caminho Caminhante”; “Mil e um sonetos” e outros…

Sensações-Viagens
 
 
Há sensações que são barcos
enquanto velejamos
no oceano interior da vida.
 
Há sentimentos que são portos
num gosto adiado de chegar:
um sabor de lonjuras
cristalizadas em azuis,
lembrando o verde das vagas
de um nômade fluir,
distantes, azulizantes...
 
Sensações barcos,
sentimentos portos —
enfunados de um vento azul,
indo e vindo,
daqui, dali,
azul azul azul...
Sinestesias de um viajar interno,
vestido de amplidão e pensamento
no vasto sabor anil e sal
entre o glauco arfar das ondas
e voos lonjuras de gaivotas...
 
LA – SP/BR
 
 
 
 
Ânimo!
 
Se ficarmos chorando pelos cantos
o mundo dará de ombros
e nos deixará com nossas lágrimas.
Clamemos
em nosso coração para o Senhor —
e Ele enfeixará forças em nós
a fim de prosseguirmos com os outros
em nossa condição
de caminho-caminhantes.
 
O que somos é coisa nossa —
temos de arcar com o que somos:
trabalhar-nos, transmudar-nos.
E a ordem interior da vida é sempre —para a frente!
Unamo-nos aos que já têm essa consciência,
e uma coragem recíproca,
uma solidariedade saudável
serão a nossa estrada.
 
Não nos faltará Aquele
que nos pôs a caminho.
Procuremo-Lo
o mais perto de nós que pudermos.
 
 
 
LA – SP/BR 
Para Chegar
 
 
Para chegar
não uses mapas.
Não uses bússolas.
Nem astrolábios.
 
Para chegar
não confies em setas.
Nem em caminhos narrados.
Sequer em rumos
computadorizados,
ou em sinais que existam fora, —
fora do teu coração.
 
Para chegar
não uses os “ismos” e “ias”
da dialética dos homens.
Não uses ideias, ídolos.
Nem te vistas de doutrinas
cheirando a guerras e mortes.
 
Para chegar apenas saibas
que a Casa que procuras
é luz
idêntica àquela pouca
que tens em ti...
 
Para chegar
apenas vive.
Apenas deixa tua luz brilhar —
seus raios se enfeixarem
com os da luz da tua Casa.
 
LA – SP/BR
 
 
 
 
Lembrança Em Flor
 
Entre as folhas a brisa é um soneto —
um bisbilho arrepiado... (um manso e leve
chiar pelo papel: lápis que escreve...)
dentro da tarde quase em longo preto...
 
E vai e volta um murmurar discreto
pelo jardim e a área... e até se atreve
a dançar com a folha em giro breve —
o amarelo a acenar o último afeto...
 
E agora um vento frio, e mais ligeiro,
traz um perfume como companheiro,
um perfume a lembrar um tal chiquê...
 
Sim, e insiste em lembrar, não sei por quê,
um jasmineiro em flor, um jasmineiro
que se parece muito com você.
 
 
LA – SP/BR
 

 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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