"BIOGRAFIA"

"José Verdasca dos Santos"

 

 

José Verdasca dos Santos nasceu em 1936, em Gondemaria, Ourém, Portugal. Após o ensino secundário, ingressou na Academia Militar. Foi Alferes em Cabo Verde e Capitão em Moçambique, onde comandou várias unidades de combate.
Curso de língua e cultura francesas pela Alliance Française de Lisboa.
Desde 1967, reside em S. Paulo, actuando nos ramos da pecuária, indústria e comércio de madeiras e construção civil. Piloto aviador desde 1968. Curso de Administração de Empresas, em nível de pós-graduação pela Universidade Mackenzie de S. Paulo. Sócio, director e conselheiro de várias associações luso-brasileiras. Autor, entre outras obras, de "A Língua de Camões" e "Raízes da Nação Brasileira". Sócio Titular eleito do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo e da Sociedade de Geografia de Lisboa. É cavaleiro-comendador da Ordem Católica de S. Miguel Arcanjo. Actualmente é membro de “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal.
 
BIBLIOGRAFIA:
""Memórias de um Capitão"; "A Casa de Portugal e a Comunidade"; "Padre Antônio Vieira - Sermões Escolhidos"; "A Vida, o Homem e o Universo"; além de "A Língua de Camões - Do Homem Sapiens à Língua Portuguesa"; "Raízes da Nação Brasileira - Os Portugueses no Brasil".
 
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DIA do BOLINHO
 


Hoje recordo a feliz infância
A pureza d`Alma, a ingenuidade
A dignidade das gentes desse tempo
Os verdes campos de suave fragrância
O doce viço da nossa mocidade
Tudo oposto ao que hoje lamento

Hoje recordo a bela adolescência
As inocentes aventuras dessas horas
Quando tudo corria devagarinho
Isso sim, era pura inteligência
Quando os burros puxavam as noras
E as crianças pediam o BOLINHO


JVerdasca - SP/BR
 
 
 
 
CÂNTICO PRIMAVERIL
 


Depois do Inverno, a Primavera
Traz nova Vida aos campos em flor
E as aves criam em seus ninhos
Novos filhotes dos quais se espera
O alegre chilrear dos passarinhos
Exemplo de beleza, paz e amor

Se os homens desonestos cá da Terra
Aprendessem a lição dos animais
Em todos os aspetos meritória
Aboliriam a violência e a guerra
E em harmonia com seus iguais
Transformariam a derrota em vitória

 
 
 
JVerdasca - SP/BR
Oh Tempore, Oh Mores
 


Mês a mês, renova-se a Varanda
Onde a poesia floresce nas estrelícias
Cada vez mais frescas, mais belas, mais viçosas
E semelhantemente a uma ciranda
Circulam ou rodam tais delícias
Encantadoras, poéticas, mimosas

Associando-se - flores e poesia
Dão à vida tal encantamento
A realçar o sonho e a quimera
Que vivificam o nosso dia-a-dia
Fazendo-nos crer a cada momento
Que o próximo Outono será a Primavera


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F A T A L I D A D E

 

Como as águas que correm para o mar
Seguindo assim as leis da gravidade
Aqueles seres que vivem da saudade
Recuam, param, sem nunca avançar

Assim está o nosso velho mundo
Inda sonhando com glórias d`além mar
Sem se dar conta que é a trabalhar
Que o SER se eleva a cada segundo

Nosso destino ou fatalidade
"Só não será fatal como o destino"
Se o enfrentarmos com determinação

Com muita garra e dignidade
Por toda a vida e desde menino
Com galhardia e sem corrupção

 

JVerdasca - SP/BR
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.osconfradesdapoesia.com