"BIOGRAFIA"

"José Alberto Barbosa"

 

José Alberto Barbosa [pseudônimo principal Juca Serrano] nasceu em 19 de fevereiro de 1939 em Cambuquira, Estado de Minas Gerais, Brasil, sendo filho de Luiz de Andrade Barbosa e de Maria Lopes Barbosa. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Curitiba (1966). Começou a poetar, escrever em prosa e historiar em Curitiba, nos 18 anos e a publicar escritos nos 26 anos na revista Panorama e também na revista Walmap, editada em São Paulo.  Depois, colaborou em jornais diversos em Santa Catarina; e no Rio Grande do Sul no RSLetras. Fez carreira jurídica no Estado de Santa Catarina. Advogou em Rio do Sul, sendo nomeado promotor de justiça de Maravilha, São Lourenço do Sul, Xanxerê, Porto União, Jaraguá do Sul e Curitibanos. Aposentado, passou a advogar em Jaraguá do Sul, onde reside. Casou-se em 1963 com Maria Eunice Dellagiustina Barbosa; e os dois filhos (Alexandre; Fabricio) e a filha (Caroline) são também advogados em Jaraguá do Sul. Foi professor em todas as cidades catarinenses onde teve moradia, lecionando História, Geografia, Sociologia, Educação Religiosa, Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira, Teoria Geral do Estado, Constituições Brasileiras e Direito Público e Privado. Exerceu diversos cargos na FERJ – Fundação Educacional Regional Jaraguaense. É autor do livro Emílio da Silva e seu século que resume criticamente a história do século XX [Design Editora, Jaraguá do Sul, 2011] e coautor (com J.I. Pilati e J. B. Marçal) do livro Juca Ruivo – Tradição [Fundação Arthur José Boiteux, Florianópolis, 2004]. Dedica-se a escrever poemas crioulos gauchescos e prossegue na legenda literária do amigo e parceiro de tertúlias Juca Ruivo (José Leal Filho) falecido em 1972, a quem biografou e permanece biografando em verso e em prosa. No mais, dedica-se a escrever sobre temas históricos, geistóricos, etimológicos, toponímicos, teológico-católicos e outros. Conselheiro e ex-presidente da SCAR – Sociedade Cultura Artística, de Jaraguá do Sul, onde cursou Teoria Musical. Tem curso de flauta doce e transversa no Conservatório Icleia França Dellagiustina. É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (Florianópolis) e da Estância da Poesia Crioula (Porto Alegre). Homenageado por seus escritos toponímicos pelos municípios de Jaraguá do Sul e Guaramirim e agraciado com o título cidadão honorário do Município de Corupá. Tem diversos livros em preparo, em prosa e em verso, gauchescos e vernaculares.
É membro de "Confrades da Poesia" - Amora / Portugal
 
Bibliografia:
Livros com saída breve!.
 
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Tapera do estradão
 
 
 
 
Oitões derrubados; muros caídos;
a erva rude a tudo recobrindo;
porta alguma para mim se abrindo,
nenhum lau Sus Chris em meus ouvidos.   
 
O teu silêncio, gritante e sentido,     
pela tarde vai minh`alma oprimindo;
sinto o guascaço peleagudo e infindo           
das horas mortas que tu tens sofrido.
  
Um fantasma, encolhido, abichornado,
humana ruína de quem perdeu a trilha,
eu me quedo em lamúrio inconformado.
 
Tapera do estradão, que o tempo encilhas,    
és duro chasque do Além aqui cravado    
na paisagem ancha das coxilhas!

 

 

Jaraguá do Sul - SC /BR
Cerro bravo
 
 
 
 
É um cerro gaúcho, altaneiro e isolado,
meio pedrento, meio que de mato revestido,
lembrando lombo de monstro esquecido
que a lonca, al cabo, ali tivesse dado.
 
Cerro do Jarau, do Quaraí hermoso,
tua imagem se me gruda nas retinas!
Nem a névoa que branqueia tuas matinas
ofusca tua beleza, guapo monte brioso!
 
Hoje, a garça dos banhadais que te esvoaça
e o gado que em tuas encostas vai por cima,     
desconhecem tua fama, nenhum deles atina         
que em tuas entranhas moram fogo e fumaça.
                             
Viste o índio pelear para não ser escravo
e, do teu altivo cume, que a vista expande,
foste testigo do próprio nascer do Rio Grande!
Ó, lendário e majestoso cerro bravo!
 
 
 

Jaraguá do Sul - SC /BR

 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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