"BIOGRAFIA"

Joel Lira

 
 

Joel Arsénio Baptista Lira - "Joel Lira" nome literário, nascido a 19 de Julho de 1946, natural de Amora, Seixal, Setúbal. 
Tem o 5º ano comercial ( antigo ), interrompido por ter sido incorporado no Exercito em 1966, mais tarde mobilizado para a Guiné ( chamada guerra do Ultramar ). Foi 1º cabo Criptólogo, inventou alguns sistemas na referida área, mais descobriu que “alguém” se servia da sua inteligência e, parou com invenções…
Profissões/conhecimentos: Passou pela Siderurgia Nacional, com 14 anos de idade, aos 16 ingressou na actividade cinematográfica ( Twenty Century Fox, Coorporation – Lisbon, Filmes Castello Lopes ); Emigrou para a Argélia, Arábia Saudita pela Bos&Kalis, Nacap – Pipeline – como forman.  Mais tarde, montou com a família um fabrico de transformação de produto alimentar. Durante muitos e bons anos esteve ligado às vendas directas e indirectas. Hoje encontra-se reformado.
Assume ser um autodidacta, exerceu várias profissões, sempre com bons resultados.
Musica/teatro/letras/Associativismo:
Música: Com 15 anos de idade foi 1º clarinetista na Banda da S.F.O.A.- Amora, Os Bólides-Grupo de Baile; A Banda de Cá (grupo misto de Pais e Filhos); Banda Risco; Grupo Musicalidades. Neste momento parou a actividade Musical por saturação e cansaço.
Teatro: Desde muito cedo começou a acompanhar os seus familiares todos autodidactas) porventura a família mais rica culturalmente deste concelho.
Escreveu peças teatrais: “A Partida”; “A Pedra Brilhante”; As Velhas Rabujentas”; “O Computa(dor)”; “Eu Doida?!”; “O Visconde de Alcagoitas”; “O Baú Misterioso”; "A Escolha"; "Sem Abrigo"; "A Senhora dos Papéis".
Letras : Escreveu centenas e centenas de poemas para centenas de pessoas durante a sua vida; a maior parte delas já não se lembra quem são. Foram folhas e folhas, caídas da sua árvore ensombrando e refrescando todos aqueles que lhe procuravam.
Participou em vários jornais: Notícias do Seixal; O Mensageiro da Poesia; Amora Press; O Miradouro; Tribuna do Povo; Noticias da Zona; O Comercio do Seixal e Sesimbra; Noticias do Seixal. Ganhou dois prémios literários, “Menções Honrosas”. Não gosta de “competir” literariamente embora saiba a importância dos concursos! Regista já duas centenas de sonetos. É actor, encenador Escritor, autor de várias peças de teatro. Está em curso uma nova peça de Teatro de Rua e uma outra para o próximo festival de teatro do Seixal  que tem por título “A Escolha”. Foi homenageado pela «Academia Poços – Caldense de Letras / Brasil em 10 de Outubro de 2006.
Associativismo: Passou pela S.F.O.A, como director, foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Benfica do Concelho do Seixal, foi “militante” activo do “Mensageiro da Poesia”; Presidente da Assembleia Geral dos Amigos de Futsal da Encosta do Sol/Paio Pires, Presidente da Direcção da Art’Anima Seixal – Associação Cultural, actual membro de “Confrades da Poesia”, em Amora e sócio das seguintes instituições:
Sociedade Musical 5 de Outubro - Sociedade Filarmónica Operária Amorense - Musical 5 de Outubro – Paio Pires, Bombeiros Voluntários da Amora - A.R.I.F.A – Amora. Foi Autárquico, eleito duas vezes uma na Assembleia de Freguesia de Amora e outra como cabeça de lista pelo PS, como independente, na Freguesia de Arrentela – Seixal.
Não está filiado politicamente em nenhum partido …  
 
Bibliografia:
“O Despertar para a vida”; “O Despertar para a vida Nr.2”; “Sombras do meu sentir”; “O Fogo das Palavras”; “Poesia ao vento” em 2012
 
Blog:

E-mail: joellira@live.com - joellira@sapo.pt ( Messenger )

 
GENTE QUE FERVILHA
(Ao Concelho do Seixal)
 
 
Este Concelho da Glória tem história!
É o povo que fervilha e que o sente,
em cada crepúsculo emerge uma aurora,
nesta terra fértil com muito boa gente!
 
A vida não pára! Pedem-se sacrifícios.
Luta-se por ela com pão amargurado,
e este País deixa morrer bons ofícios
fazendo vista grossa a todo um passado.
 
E, neste Concelho, também se sente a arte:
Poetas, Artistas, há-os em toda a parte
que elevam a voz ficando na memória
 
como tantos outros, que por aqui passaram,
na certeza de que todos nele amaram,
no Concelho que cada dia faz história!
 
 
 
 
 
A DEUS ME CONFESSO
 
Sei que errei, pequei e a Ti me confesso:
- por palavras, escritos e pensamentos!
O Teu Perdão, saberei se O mereço
Quando a noite silenciar meus tormentos!
 
Enquanto viver, nunca esquecerei
A Tua Vinda, o Bem e os mandamentos.
E, em nome dos Homens Te rogarei, Te pedirei
Que lhes Tires, da cabeça, maus momentos.
 
É que eu nada sou para mim próprio julgar!
Só Tu Sabes a razão do meu caminhar
Pela Terra fria, negra, quase ao avesso
 
Que a Tua Luz, Força, Amor, possam morar
Dentro da minha alma em cada respirar
Já que errei. Pequei. É a Ti que me confesso!
 
 
 
 
 
 
 
IMAGENS…
 
São as imagens da fome
que me fazem consumir a alma!
 
São imagens de guerra
que me fazem perder a calma!
 
Quando vejo um abutre,
de olhar fixo,
pregado no chão,
à espreita
do alimento
da criança moribunda
que geme o seu  último lamento,   
fico arrepiado
e endiabrado,
pelo nojo que estas malditas potências,
sem clemências,
contribuem para o horror do momento!
 
E ver
acenar
uma mão
a alguém que vai partir,
gera-se-me nas entranhas
uma dor de fugir!
 
E aquela
mão estendida à sua sorte,
implorando
a alguém  lhe seja retardada a sua morte!?
Que triste imagem!
Que triste recorte!
 
E um outro
de seringa já servida,
vai esperando
que alguém lhe socorra a vida.
 
Que imagens estas estou vendo…
Que noticias estou lendo.
Que horrores estou sabendo!
 
Tristes imagens
eu tenho de ver.
Será que há ninguém
no mundo não queira saber?
 
Dói ao olhar daquele que a faz
e muito mais  dói
aquele que não tem Paz!
 
Oh,
tamanha dor que trago no peito,
sai da minha alma de qualquer jeito!
Explode,
rebenta de uma vez por todas,
como um trovão,
mas não me mostres mais imagens destas NÃO!
Mais Longe Que o Distante
 
 
 
Perdi-te o rasto neste mundo ao laréu!
Nem pégadas no chão, riscos de vida, nada.
De ti, nada! Nem o ar traz um cheiro teu!
Andei por ai, enquanto a alma se esvaziava...
 
A noite sem sombra gritou ao deserto:
- Por onde te meteste oh alma danada?
Porquê me deixaste neste meu desacerto
sem me teres deixado um sinal, uma morada!?
 
Contigo sei que não serei mais caminhante,
tão pouco beberei mais água agonizante
nem te lamberás do meu néctar, meu mel.
 
Que o teu lugar seja mais longe que o distante,
já que te perdi, és barco sem comandante
nas ondas desse teu mar repleto de fel!
 
 
 
 
 
NÃO MATA MAS MOI.
 
Apanha-se mais depressa um mentiroso
que um coxo a andar no seu normal andar!
E quando o mentiroso é um certo vaidoso
quase que nos passa despercebido no falar...
 
Fanforrices, risadas, momentos fúteis..
Pequenos sorrisos matreiros intencionais.
Afinal que nos servem estes amigos inúteis
que se dizem nossos amigos, bestiais?!
 
Não dão a cara. Inventam fugas certeiras,
maribam-se para quem não usa caneleiras.
Pela mentira eles dizem que gostam de nós…
 
Que contrato terá esta gente sem pudor
com alguém que faz apagar o seu valor?
Que a luz certa do alto venha até a nós!
 
 
HOJE, A LUA FUGIU DE MIM!
 
Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
Até parece que o lugar mudou de lugar?!
 
Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?
Mudou-se, será?
 
Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
todas as noites,
mesmo naquelas noites sem estrelas?!
 
Talvez tudo seja mudado
e eu não tivesse reparado
no sorriso perdido pelo espaço da vida?!
Por isso, vejo que a Lua fugiu de mim...
 
E tudo isto porque a noite chegou cedo de mais,
e fez com que a Lua desaparecesse do meu olhar.
 
Sinto um frio de gelar dentro de mim.
Um frio estranho.
Estranho...
 
E tudo isto porque olhei para o céu e vi que
a Lua não estava...
Aonde estou eu afinal?
Que faço eu aqui? 
 
 
 
 
 
 
Um Pouco de Ti
 
Ninguém o diz, ninguem o sente, pois então!?
Só eu sei quanta luz vem de ti quando estás
a aproximar-te no teu andar em direcção
do caminho d'amizade e da santa paz!
 
Gosto de sentir o teu sorriso no meu siso
de te ouvir a falar mesmo longe de mim.
Percebo que a tua luz me aquece o juizo,
e que a tua amizade não tem porta nem fim!
 
Assim eu canto de qualquer jeito esta cantiga
que de morada só ela sabe quem é a amiga
acabada de chegar ao meu paraiso.
 
Mantém-te fiel no teu caminho de mel,
faz voar o teu perfume em balão de papel
e dá um pouco de ti quem de ti precise!
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt