"BIOGRAFIA"

"Dhiogo Caetano"

 

Dhiogo José Caetano, nascido no dia 24/11/1988 na cidade de Uruana interior de Goiás -
Licenciado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, Pós Graduado em História do Imaginário e Literatura pela FAI - Faculdade de Itapuranga e Jornalista. Colunista: Jornal Classifique e Olho Vivo. Artista revelação prêmio organizado pela Interarte juntamente com Academia de Letras de Goiás-ALG (2011), prêmio cultural Interarte (2012), Prêmio Nacional Olavo Bilac (2012), Prêmio Nacional Buriti (2012), Prêmio Carlos Drummond de Andrade (2013). Correspondente das academias: ACLA, ACLAC Academia Cabista de letras e Artes, ARTPOP Academia de Arte do Rio de Janeiro, CACL Academia Marataizense de Letras do Estado do Espírito Santos, Academia de Letra do Brasil/Suíça. Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos, Embaixador da Paz (ORGARAN), Secretariado Permanente da Assembleia Internacional e Templários, Militar do Dever Sagrado Extraordinary Member of the CSLI e Master Sergeant CSL. Recebeu certificado de mérito como uma das personalidades mais influentes do mundo (2013), pelo Conselho Internacional dos Direitos Humanos, a arbitragem, Política e ICHAPS Estudos Estratégicos, juntamente com a Waldenburg International College WIC.
 Actualmente está ligado ao “Recanto da Letras”; “Confrades da Poesia” Amora / Portugal
 
BIBLIOGRAFIA:
“O Medo da Morte na Idade Média”; “O Menino do Futuro”; “Walppher” - eBook Angola
 
Site: - http://sitedepoesias.com/poetas/Dhiogo+Caetano
 
 
Autoria
 
 
Não somos proprietários das ideias, somos difusores da mensagem.
Não é meu!
Nada é nosso!
Tudo é passageiro, efêmero...
O foco não é a propriedade e sim a desapropriação dos limites construídos pelo contexto capitalista.
Um sentimento de posse, de privado devorou a alma até dos artistas.
Que se tornaram donos de uma ideia, esquecendo da missão.
A arte tem vida própria, ela simplesmente nos usa enquanto meros mortais.
A mensagem não deve ser resguardada, ela precisa conquistar discípulos, percorrer o mundo; transformando, libertando, promovendo uma essência revolucionária.
Não somos proprietários de nada, não somos nada diante desta vastidão existencial.
Vivemos os fluxos diários das coisas que julgamos eternas.
Tudo neste plano é perecível.  
Amanhã será o nosso fim...
Deixemos o ego de lado e compartilhemos a mensagem.
Deixe de lado a egolatria.
A sua essência nos torna pessoas mesquinhas e sem alma.
Abandone os clichês.
Pratique a arte de viver com profundidade.
Seja simplesmente você.
Não institucionalize o ser.
Você não é nada...
Procure agregar pontos positivos.
Acorde para a realidade.
Faça das fontes literárias o meio libertador para os bestializados.
Através da arte podemos levar a luz para os “descerebrados” pelo sistema alienante.
Despertemos rumo à era das luzes, deixemos o provincianismo e cresçamos.
O mundo precisa de mais alma.
O planeta necessita de paciência.
A vida clama por amor.
Os seres que compartilham deste ambiente só querem um minuto de atenção.
Cultivemos flores, absorvendo delas o compromisso de florescer em todos os jardins.
Não se entregue ao fascínio da ambição, se instituindo uma pessoa do mau.
O eurocentrismo não tem relação com a arte.
Tornemo-nos portais de ligação, de elos da paz.
O canal de uma mensagem libertadora.
Em plena consciência analisemos as nossas intenções.
Objetivando a edificação de pessoas, a transformação do mundo, a mensagem do bem, do amor não possui proprietários, ela é de todos.
Todos têm o mesmo direito de beber desta fonte.
O saber, a clarividência não pertence a ninguém.
Não podemos limitar a arte, ela precisa ser reproduzida, percorrendo o planeta.
Em papel, discurso, tela, virtual a mensagem deve sobrepor o mensageiro.
 
 
 
Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
Meu lar
 
 
 
Saudades de casa.
Saudades das minhas flores.
Saudades dos meus vizinhos.
Quanta saudade de tudo que lá deixei...
Saudades de mim.
Saudades dos momentos arquitetados e construídos naquele lugar.
Saudades do trabalho.
Saudades da minha escrivaninha.
Saudades do meu jardim.
Saudades do canto dos canários.
Saudades do cacarejar dos galos nas madrugadas de domingo.
Minha família faz muita falta.
Saudades de tudo!
Simplesmente saudades.
 
Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
Uma nova roupa
 
 
 
Uma insegurança devora o meu ser.
Nada faz sentido.
Quero simplesmente deixar o existir.
Partir rumo a novos horizontes.
Conhecer outros mundos, outras galáxias.
Recomeçar uma nova vida.
Usar outras roupas.
Conhecer novas experiências.
Eliminando os erros desta existência, vencendo as minhas limitações.
 
 
 
 Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
Visceral
 
 
 
Ó Deus, tem misericórdia.
Estou vivendo um momento muito complicado da vida.
Estou em prantos.
Quanto sofrimento...
A minha vida está em risco.
Sei que tudo é necessário para evolução.
Uma dor devora as minhas vísceras.
 
 
 
 
 Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
 
 
 
 
A droga nossa de cada dia
 
 
 
Efeitos alucinógenos.
Reflexos taxológicos.
Consequência do desequilíbrio.
Ninguém sabe o que verdadeiramente se passa.
Uma desordem provocada.
Sonolência, medo, prazer, traumas...
Uma liberdade limitada.
Não sei de nada.
Só sei de mim.
Não é certo, não é correto.
Mas uso as drogas para fugir deste mundo.
Quero destruir a cadeia que aprisiona a minha alma.
Julgam-me sem saber da minha realidade
A droga nossa de cada dia.
Estou morrendo aos poucos, sentindo os efeitos deste entorpecente que gloriosamente abduzir o meu ser.
Aqueles que me criticam são usuários de substâncias devastadoras como: corrupção, autoritarismo, pedofilia, exílio da ordem e do progresso.
Procuro a liberdade a qualquer preço, mas não provoco a morte de inocentes.
Sou um usuário de drogas, sou enganado, manipulado pelo vício, mas foi a única forma encontrada para concretizar uma falsa liberdade.
O contexto social que nos circunda é uma droga letal, poucos são os sobreviventes.
 
 
 Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
 
 
 
 
 
 
 
Cultivando Flores
 
 
 
 
 
Em um local definitivo a germinação de sementes da paz.
Espaço entre Chitinhas e Beijos do Frade.
O meu jardim transplanta paz.
O perfume da Cerejeira Japonesa se exala pela vastidão daquele espaço.
Flores amarelas, azuis, verdes, brancas...
Uma transferência de harmonia e sintonia.
Em um largo canteiro Warrios, Orange Pallet,Vermilont, Double Santo, Ruley, Reddish, Indio, Camatrón; inúmeras Ademium.
Flores do deserto que encantam.
Estou fascinado com o desabrochar das Gailárdias.
Flores do meu jardim, jardim das minhas flores.
Quanta paz, quanta luz, quanta harmonia...
 
 
 
 Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
 
 
 
Eu vi o mal
 
 
Em prantos relato o meu espanto.
Sem alento descrevo os meus sentimentos.
Explicitamente na pele as marcas da violência.
Aqueles olhos vorazes monstruosamente devoravam-me
Em casa a necessidade do básico.
Na escola a perseguição injusta, o espancamento, a dor.
No peito o medo das ruas, quantas foram as vezes que desesperadamente fugia daqueles seres inóspitos que desrespeitosamente objetivavam violar a minha pureza.
Em microrrecortes do tempo, lembro-me dos terríveis momentos com aqueles seres que tanto amava e que ainda amo, mas que egoisticamente me usaram como parte de suas fantasias sexuais.
Tentaram contra a minha vida, corri risco de morte.
Fui banido por simplesmente ser negro.
Excluído por morar na vila.
Exilado por não ter medo de postar as minhas ideias nas redes sociais.
Torturado fisicamente e mentalmente por acreditar no amor.
Espancado por ser educado.
Escorraçado por dizer a verdade.
Expulso por não ser alienado.
Quantas foram as dores vividas nas diversas fases da minha vida.
Felizmente tenho a consciência que a dor se faz necessária.
Agradeço ao universo pelas possibilidades, pelas oportunidades que muito me ajudaram ao longo da caminhada evolutiva.
Eu convivi com o mal, na minha pele as marcas indeléveis da sua passagem.
 
 
 Dhiogo Caetano – Uruana/BR
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt