"BIOGRAFIA"

"Damásia Pestana"

 
 
Maria Damásia Pereira Pestana; nascida em Tomar em Agosto de 1946, onde viveu a sua primeira infância. Por motivos profissionais, o seu pai era regularmente destacado de barragem em barragem, pelo que a família percorreu vários locais no país, até assentar na barragem da Bouçã, onde a visada passou a sua segunda infância e adolescência. Concluiu o 5º ano do liceu antigo na cidade da Beira em Moçambique.
No ano de 1970 completou o curso de enfermagem, cuja profissão exerceu em várias instituições oficiais e particulares de Lisboa, bem como na cidade da Praia em Cabo Verde, mas foi no Hospital de D. Estefânia que permaneceu a maior parte da sua carreira.
Aposentada desde 2004. Actualmente frequenta a Universidade Sénior do Seixal. Ligada à poesia, com apreço pela leitura. Gosta de escrever, declamar poesia sua e dos outros poetas. Recebeu duas 1ª(s) menções honrosas no Mensageiro da Poesia respectivamente em 2015/16.
Colaborou na VII Antologia “Entre o Sono e o Sonho” Poesia Portuguesa Contemporânea, da Chiado Editora, recebendo um diploma… Gosta de fado, ópera, ballet, teatro, dança e destaca as suas caminhadas matinais…ama a vida!
Tem participado em diversas tertúlias poéticas e alguns dos seus textos podem ser encontrados em antologias, colectâneas e boletins. Está ligada ao “Mensageiro da Poesia-Associação Cultural Poética”; “Confrades da Poesia” e “Rádio Confrades da Poesia”; sitiados em Amora / Portugal.

 

BIBLIOGRAFIA:
“Nas asas do tempo” ;em 2014/15, foi coautora no livro Unisseixal; “Sonho e Poesia”; “Momentos Poéticos”; “Chama-me”
 
Site / Blog:
 
O ESTALAR
 
 
(Escândalos colocais) de corrupção
E lavagem de dinheiro,
 
Em cada qual sua opinião
Em cada um!... Um tenreiro.
Sigo estes meandros volúveis
Através da comunicação,
Julgam-se implacáveis
Caindo na contradição.
Regressa ao espaço sem fundo
Sequências de convergências,
E, assim vai este mundo
Em desordem sem transparência.
Eleva-se entre a espuma
Em redonda ressonância
Como uma leve pluma
Enfeites da própria petulância.
O rosto da terra se renova
Um ouvido desperta,
O estalar da crosta
Transforma ferida aberta.
Esfrangalhar é a palavra
Para tanta ganância,
A terra que não se lavra
Por essa manigância.
 
 
 
Damásia Pestana - F. Ferro
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outono
 
 
 
Outono chegado
Sopra o vento,
Varre o alegre prado
Sem cultura e sedento…
De chuva vens carregado.
Escureces as estrelas
Ficando o céu toldado…
Searas de palha seca,
Vendo tudo assim trajado
Varrendo as folhas caídas
É um Outono arrojado,
Vais adubando o terreno
Para o ano ser cultivado.
O ribombar dos trovões
Rebenta o mar já alterado,
Todos os anos maltratas
Um qualquer pobre distratado!
 
 
 
 
Damásia Pestana – F. Ferro
Mente de poeta
 
 
 
Na mente de poeta
Existem valores
Moram ventos suaves
Tempestades em alto mar
Angústias silenciosas
Paixão e dor
Na mente de poeta
Existe alegrias sumidas
De alegoria Esperança
Em poder ver-te
Cheio de amor
Para distribuíres em teu redor
 
 
 
Damásia Pestana - F. Ferro
 
 
 
 
 
Era ninguém
 
 
 
Era ninguém
Ao cruzar-me contigo
Hoje sou alguém
Do teu convívio
Talvez a noite
O silêncio
Porque não
Sombras e mistério
Desafio
Verdade
Mentira
Até mesmo o choro da noite
Essa noite que chora por ti
Ou lembranças
Que não têm fim
Era ninguém
Ao cruzar-me contigo
Hoje sou alguém
Do teu convívio
 
 
 
Damásia Pestana – F. Ferro
 
 
 
 
 
Mal se sente
 
 
Numa noite de luar
Em que o Estio consente,
Debruçar-me sobre o mar…
Vi estrelas reluzentes,
Ouvi uma sereia cantar.
Para sinal de minha dor veemente
Recordei aquele amor distante
Que mal se ouve, mal se sente,
Em meu pobre coração imerge
Uma dor infinita pungente,
Sem repudio,
A solidão entrou
Meu rosto de lágrimas se inundou.
Como era belo aquele rosto
Que um dia por mim se apaixonou.
 
 
Damásia Pestana - F. Ferro
   
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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