"BIOGRAFIA"

"Clarisse Barata Sanches"

 
Clarisse Barata das Neves Sanches, de seu nome literário Clarisse Barata Sanches, nasceu em Vila Nova do Ceira, do concelho de Góis. E é em Góis, uma bonita vila do distrito de Coimbra, que reside. Apesar de não possuir nenhum curso secundário, mas, com uma certa vocação para as letras, iniciou a sua actividade poética em 1954, estreando-se a publicar poemas nos jornais “Novidades”, e “Comércio de Víveres”, de Lisboa e “Independência de Águeda.: Seus pais eram comerciantes e ela seguiu também essa actividade muitos anos e prestou serviços quase completos no Antigo Grémio da Lavoura de Góis. Desde aí participou em inúmeros jornais e revistas do País, colaborando presentemente na “A Comarca de Arganil” ; “O Varzeense” (Jornal da sua terra); “Lordelo Jornal”; Publicou algo no  Suplemento de Artes e Letras do Primeiro de Janeiro, ali entrada pela mão do saudoso historiador D. Joaquim Montezuma de Carvalho. “Jornal Poetas & Trovadores” “ O Jornal de Tábua. e até de quando em vez no Pela Internet no “Mundo Lusíada e Diário dos Açores. Colaborou ainda no, Mensageiro da Poesia. Actual membro de "Confrades da Poesia" - Amora / Portugal.
Participou em diversas colectâneas poéticas e em várias Antologias. Participa também, regularmente, no Rádio Clube de Arganil, num programa de prosa e poesia, e algumas vezes na Rádio Renascença. Presentemente está colaborando num site do Gooble em nome de Clarisse Barata Sanches pela Internet SONETOS.COM.br. De quando em quando, concorre a Jogos Florais e Concurso Literários, tendo alcançado até esta data mais de um centena de distinções e prémios em diversas modalidades, como sonetos, quadra, glosa, lírica e conto. Há muito pouco tempo foi distinguida com o primeiro prémio num Concurso de quadras no Brasil Secção. Internacional. Muito recentemente foi distinguida nos Jogos Florais de Monforte com um iº prémio, dois 2º prémios ex-aequos e 3 menções honrosas, nas várias modalidades.
Em 13 de Agosto de 1997, foi-lhe concedida pela Câmara Municipal de Góis, a medalha de mérito do concelho.
São desta Autora os seguintes livros já publicados: De prosa e poesia: “Cantei ao Céu à Terra”; “Gracita Flor da Saudade” ; “Luz no Presépio”;  “Quadras do Meu Outono”; “Hinos da Tarde”; “Arca de Lembranças”; (memórias) “Cartas para o Céu”; “Góis e Seus Poetas” com 2ª edição. Um livro de contos e tradições “Murmúrios do Ceira”, em 2004, livro de Sonetos “Sonhos da Alma.” Este ano 2008 publicou um livro de poesia,”ROSÁRIOS DE AMOR” espécie de colectânea poética, que teve boa aceitação pelo público. Esta obra foi Co. participado pela ADIBER e patrocinado pela Câmara Municipal de Góis e outras Entidades…Finalmente a autora aderiu ao Facebook.
 
Site: http://canticosdabeira.blogs.sapo.pt/
E-mail: clarissesanches@sapo.pt
 
 
O PENSAMENTO
 
Mais veloz ainda do que um foguetão,
Numa roda viva anda o pensamento.
E que mar imenso de imaginação
Irradia ele a cada momento!

Passa continentes e percorre casas,
Até vai à lua se preciso for.
Eis o mais ligeiro passarinho de asas,
Que voa nos Astros de Deus Criador!

Livre, muito livre, não paga licença
De ter fantasias, arbitrariedade;
Mudo, no entanto, lá na sua crença
É um rei que manda com autoridade.

Turbilhão de ideias, que domina a terra
a impor decretos, nem sempre louvados;
Quantas vezes, quantas, notifica a guerra
E faz com que o mundo se encha de pecados.

Tendo em seu império, comando geral,
Dele é que depende o que a vida tem.
Merece reparo se concebe o mal
E aplauso divino se compõe o bem.

Perante o progresso que o avanço gera,
Fica-se deveras em meditação...
Ao ver tanta coisa nesta nova era
E faltar a muitos o sossego e pão.

Raciocínio leve que vemos ainda,
Desorientado por vaidade intensa.
Mas que vale a Terra, grandiosa e linda,
Se nos pede um dia cara recompensa?...

Rico o pensamento que tem caridade
E que mais revela justiça e amor:
Este, sim, é nobre, porque a Humanidade
Tem nele inspirado a lei do Senhor!
 
  

 

 

 

ROSAS ?! NÃO VALE A PENA!
 
Quanto eu morrer não quero a Terra triste!
Nem lágrimas nos olhos de ninguém!
Se já nada me dói e Deus me assiste,
Não há razão de mágoa! Estarei bem.

Rosas?! Não vale a pena! Sei que existe
"Jardim de violetas"...Céu-além!
Singela flor que espero a reconquiste
E aspire o doce aroma que ela tem!...

Saudades?... Levo muitas da ternura
Que a poesia me deu em horas más...
E foi sempre dilecta companheira!

Cá fica... - neste mundo de amargura,
No qual, se não desfruta Amor e Paz,
E a vida de ilusões é passageira!
 
 

 

 

 

 

O SONHO MAIS LINDO
 
Dezasseis de Maio: eu gravei-te na mente:
Que noite tão bela, de encanto e magia!
Entraste no quarto, sorrateiramente...
E todo o meu corpo vibrou de alegria!

Depois, vi sentar na cama e em frente,
Mais nova e mais linda, teu rosto sorria!
Trocámos abraços e tão fortemente...
Como há muito a alma assim não fruia!

Trazias vestido um fato cinzento
E vinhas a casa pra dar-me um alento
De viva Esperança e falar-me do Céu!


Só duas palavras ouvi, mãe querida!
Um Anjo levou-te... mas foi, nesta vida,
O sonho mais lindo que me aconteceu!
MAIS UM JANEIRO, MÃE!
  
Mais um Janeiro, mãe, pra recordar
O dia da viagem que fizeste!
E, que, tão de repente, esmoreceste,
Deixaste de me ver, de me falar!
 
Há dias, minha mãe, vi-te a sonhar,
Mal sabes a alegria que me deste!
Surgiste como o Sol! Resplandeceste
Quando te vi com Anjos a cantar!
 
Raiava a madrugada,  a manhãzinha,
Eu ouvindo tocar a campainha
Do Telefone, disse: – oh mãe! Oh, mãe!
 
Tu não me respondeste, mãe querida!
vivias muito longe desta vida…
Mas Deus, deu-me um sinal que estavas bem!
 
 
 
 
A POESIA
 
Após disposto o mundo, o infinito,
Logo o Senhor pensou na poesia.
E foi ele o primeiro, em harmonia,
Que escreveu o poema mais bonito!

Pôs-lhe o nome de Amor, Amor-bendito!
Fez-lhe um hino de encanto, a melodia
Que ainda canta hoje a cotovia...
E aos Anjos ensinou-lhes som e rito!

Houve festa no Céu, cânticos ternos!
Inspirados, suaves e fraternos
Na voz dos Anjos, santos e profectas!

E foi desde essa hora sublimada,
Que Deus deixou a lira consagrada
No coração e alma dos Poetas!

 

 

ROSAS PARA TI

Alma bela - gentil em primavera!
Quão cedo deste mundo tu voaste!
Ora e canta no Céu onde encontraste
O caminho do Amor que nos espera!

E se o divino Espaço conquistaste,
E Deus para o Seu Reino te escolhera,
Foi porque nos teus olhos conhecera
Pureza com que os Anjos encantaste!

"Gracita", a vida é fumo que evapora;
Mesmo que em cada dia nasça a Aurora,
Vive-se em noite e frouxidão de luz...

Saudades jamais essas serão findas!
Reparte sempre as tuas rosas lindas,
Por Maria, pelos Anjos e Jesus!

 

 

 

 

 

A VIDA

É a Vida uma pena voadora...
Uma nuvem no Céu, a deslizar.
Primavera vestida de luar,
Aurora que deslumbra e não demora!

A Vida é uma luz de tempo e hora,
Uma ilusão que dura até chegar
Ao Átrio do Amor, sonhado Lar,
Onde termina a mágoa de quem chora!

A Vida é um abrir e fechar de olhos...
Um barco a navegar em mar de abrolhos,
Para ancorar na Terra da Verdade!

A vida é uma graça, de momento;
Um perfume de rosa... em movimento:
Segredo a desvendar na Eternidade!

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt