"BIOGRAFIA"

"Carlos Fernando Bondoso"

 
 
Carlos Fernando Bondoso - assina os seus poemas com o pseudónimo "CFBB" - natural de Moimenta da Beira, grande parte da sua vida vivida em São Tomé e Príncipe, durante 22 anos, onde estudou tirando o curso dos liceus e se fez homem. Ao fim desse tempo foi para Luanda e lá ficou 4 anos.
Regressou a Portugal, no tempo da revolução
. Mora na Vila de Alcochete.
Começou a interessar-me por poesia nos tempos do liceu; escreveu muita coisa que se perdeu pois a mala onde tinha os seus escritos esfumou-se no porto de Lisboa. Como todos os portugueses que regressaram, os primeiros meses foram muito difíceis. Fez de tudo.
Hoje trabalha em moda e tem um pequeno escritório em Alcochete onde apresenta colecções das quais é o representante para a zona da grande Lisboa.
Seis livros de poesia publicados. Em 2012 "Sombras que Falam" ,“Cor Púrpura”, com chancela da Chiado Editora e em 2013 “A Outra Face do Verso". Em 2014 "As Cores do Meu Silêncio”. Em 2016 "Voos Picados". Em 2017 "Cristalidades" com chancela da Modocromia. Publica no Brasil nas revistas literárias “AS FLORES DO MAL” e “GENTE DE PALAVRA”. Fez parte das Antologias de Poetas Contemporâneos “Entre o Sono e o Sonho” III e IV edições da Chiado Editora, das Antologias da Pastelaria Editora “BEIJOS DE BICO”," POESIA SEM GAVETAS” I e II " EROTISMVS” volume I e II da Esfera do Caos, “ PALAVRAS DE CRISTAL” volume I , II, III, IV e V da Modocromia, Colectânea “SOLAR DOS POETAS”, “MILANDOS DA DIÁSPORA”, ”Agenda MANGUANA 2014”, Antologia Poética "CLEPSYDRA", Colectânea de Poesia "HORIZONTES DE POESIA" 2013 e "SINFONIA DO MAR" dos poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, centenas de poemas publicados em grupos de poesia no facebook. Fez ainda parte de uma Antologia em honra do escritor brasileiro Affonso Romano De Santanna "CUMPLICIDADE DAS LETRAS”. É membro da APP e dos Confrades de Poesia. Prefaciou três livros de poesia: "Flores do teu Coração" de Humbah Aguiar, "Nua Escrevo" de Benette Bacellar e "Ambiguidades D`Alma" de Dora Paulo.Também se encontra a escrever um romance e tem centenas de poemas publicados no facebook, nos vários grupos de poesia. Tornou-se escravo das palavras e dificilmente se vai livrar delas. Actualmente é membro de “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal.

 

Bibliografia:
“Sombras que falam”; “Cor Púrpura” e outros acima, descritos...
 
 
QUEBREI O SILÊNCIO
 
 
Olhei de longe
fitei o silêncio inatingível
sussurraram sombras
que se encrostaram nos muros inocentes
Vi o fim e chorei silenciosamente
Quebrei o silêncio
arremessei densamente
a luz da minha inocência
na sua alma inlapidada
Libertei-me das grades da culpa
passou o vento leve esguio
levou-me para estradas infinitas
gemi pelos campos de pó
Turvei-me de barro novo
comi o pão amargo nas avenidas
encharcadas
de lama escorregadia
Ergui-me
contemplei com mansidão
a luz misteriosa do amor
e voei em liberdade
 
Por CFBB - Alcochete
 
 
 
LUZ DOS ESCOLHOS
 
 
Muito longe para lá da sombra das montanhas
ergue-se a voz da verdade
que faz de manto e me aconchega ao silêncio
da razão
o aroma das papoilas paira no ar
enquanto na varanda da vida inspiro
o cheiro das tuas vestes
e adormeço agarrado aos teus braços finos de traços
amo a tua sombra que se estende para lá do entendimento
olho-te até as entranhas
e tenho visões do teu corpo presente
na minha alma que divaga na luz dos escolhos
 
 
Por CFBB - Alcochete
NÁUFRAGO
 
 
És tu estrela que brilhas longe
e no mar te pintas de prata
espreitas o silêncio e te escondes
na escuridão em toda a sua cor
cintilas nas sombras
que se espalham em agrupamentos
de ondas bravas
ficas salgada pelas rochas negras da solidão
espalhas areia que é calcada
pelas gentes queimadas pelo sal
ficam as pegadas sem brilho e sem verdade
perante este pobre que te chama em alta voz
neste dia de inverno e de mar tão feroz

mergulho silenciosamente a minha alma magoada
pelo horror de não te ver
lanço-me neste frio mar de águas bravas
chamo-te e já náufrago sinto-me morrer
 
 
Por CFBB - Alcochete
 
 
 
 
 
O PODER E A RIQUEZA
 
 
dias de luta dias de glória
a vida é puta
vendeu-se à história em mistério
e ignóbil aflição
já nada mais é como dantes
o poder e a riqueza
desvaneceram-se no palco da fama
saíram os assistentes lentos e pausadamente
a tristeza e a dor pintaram as faces humanas
 
 
 
 
 
Por CFBB - Alcochete
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt