"BIOGRAFIA"

"Aurélio Vivas"

 

Aurélio Barata Vivas, nascido em Pampilhosa da Serra, a 30 de Agosto de 1943. De descendência pobre, não frequentou quaisquer estudos secundários, iniciando actividade laboral com 11 anos.
Cedo se interessou pela poesia lírica, tendo como preferência Sonetos, admirando os grandes autores portugueses, Camões, Florbela Espanca e Bocage entre outros. No entanto admira qualquer género poético, preferindo as composições em rima e que cumpram as regras da métrica conforme o preceito.   
Gerente Comercial, de profissão, ainda em exercício nas suas competências laborais, ainda jovem, desenvolveu alguma obra de carácter amoroso, enfiando na “gaveta” e que decidiu recentemente começar a colocar online. Participa na postagem de "Sonetos.com.br"
Participa actualmente no projecto POIESIS XXI em execução pela Editora Minerva que será publicado em 2011.
É membro de “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal

 

BIBLIOGRAFIA:

Brevemente com edição de livro pela Minerva...

 

Sites e Blogs:
 

No teu olhar                                                                
 
 
Não sei que amor, Mulher, a ti me prende?
Que encanto é o teu para prender-me?
E que segredos tentas esconder-me,
No teu olhar, que o meu olhar transcende!
 
Não sei que luz no teu olhar se acende?
Qual o poder que tem de enlouquecer-me?
Não sei! – E nem tu sabes responder-me,
Pois há coisas que a gente não entende!
 
Não sei o que é o amor, mas sei que sinto
Cá dentro um coração, que por instinto
Sabe entender nos olhos a verdade!
 
Tens alma nobre esplendorosa e vasta...
E ler o teu olhar é quanto basta,
Para perder contigo a liberdade!
 
Aurélio Barata Vivas
 
 
 
 
Dor de amor  
        
Não chores mais, menina, dor de amor
De alguém que foi embora e já não vem...
Há sempre em tua vida mais alguém,
Que mudo, por ti sofre de igual dor!
 
Pois como o teu meu peito é sofredor...
Por ti ando a sofrer de amor também...
Anda falar comigo! – Faz-nos bem!
- Aninha-te em meu peito acolhedor! –
 
E quando olhar teu rosto, teu sorriso...
- Pois que sorrir às vezes é preciso -
Sentir tua alegria inebriar-me,
 
Então serei feliz, - com a certeza,
Que nele não existe mais tristeza:
- Somente o teu sorriso a deslumbrar-me!
 
Aurélio Barata Vivas
 
 
 
Enleio

Onde estás, meu Amor, que não te vejo
Em teu divino encanto de mulher?
- Eu sou aquele que te sonha e quer:
- A quem deste a promessa do teu beijo!

Procuro-te no leito, e o meu desejo
Abrasa no meu corpo a estremecer...
Anseio, em mil delíquios de prazer,
Amar-te e ter loucuras de sobejo!

De tanto desejar-te desespero...
- Mas de ter-te comigo não desisto,
Mesmo nas longas noites que te espero!

Pois sei que pra te amar é que eu existo...
- E quanto mais te sonho mais te quero,
Que ao teu encanto, Amor, eu não resisto!

Aurélio Barata Vivas
 
 
 
Amizade

Vi-te sozinha na estrada...
- Meti conversa contigo... -
Fiquei teu leal amigo,
De promessa ali jurada.

De surpresa a trovoada,
Fez-nos procurar abrigo:
- Dei-te a mão: - Foste comigo
Pra uma casa abandonada.

Já com o passar da hora,
Quando te disse: - Anda embora!
Disseste que ainda era cedo...

Ficaste abraçada a mim:
- Dizendo que tinhas medo, -
E querias ficar assim!
 
Aurélio Barata Vivas


 
Ilusão

És Musa da minha imaginação:
- Um Éden de delícias amorosas...
Um jardim de oiro e pedras preciosas...
Um misto de ternura e sedução!

Figura bela em graça e perfeição,
De deleitosas formas generosas...
Linhas subtis, esbeltas, sinuosas,
Que duma verdadeira Deusa são!

Tanta beleza só de imaginar-te,
(E nisso o meu olhar delira ufano)
Grande glória será poder amar-te!

Serás, porém, aos olhos um engano:
- Pois quanto mais jubilo em celebrar-te,
Quanto maior será o desengano!
 
 
 
Aurélio Barata Vivas
Quadras Soltas
 
   Ao meu primeiro amor
 
                 I
 
Revelas no teu olhar
O que tens no coração:
Tua boca anda a negar,
Mas teus olhos, - é que não!
 
Prometeste dar-me um beijo,
Sempre que me visses triste...
Infeliz de mim, que vejo,
Que a promessa não cumpriste!
 
Vem beijar-me sem demora,
- Cumprir o que prometeste! -
Nunca é tarde... - paga agora, -
- A promessa que fizeste!
 
Tenho fome de carinho...
Tenho sede do teu beijo!
Não te negues, amorzinho,
Satisfaz o meu desejo!
 
Por ti espero e desespero,
Meu coração sangra e chora...
Vem depressa, Amor, - eu quero
Esse beijo, sem demora.
 
Esse beijo é-me devido, 
Não abdico de cobrar-te...
Pagarás o prometido,
No beijo que hei-de roubar-te!
 
Vou namorar-te à tardinha,
Junto à torre da igreja...
Depois beijas-me à noitinha,
Sem que tua mãe nos veja!
 
Mais tarde, pela manhã,
Mais beijos teus, - quero ter...
Que da tua boca sã,
Bebo esse mel com prazer!
 
Quero ter-te junto ao peito,
Abraçar-te com carinho;
Quero ter-te no meu leito,
Lá fazer o nosso ninho!
 
Depois contigo em meus braços,
Satisfaço dois desejos:
Mato a fome com abraços...
Sacio a sede com beijos! 
 
Aurélio Barata Vivas
 
 
 
 
Quadras Soltas
                   
                     II
 Foi tão fácil de aprender,
      Nossa Cartilha de Amor:
Quando mal sabia ler,
Já me julgava doutor!
 
Contigo aprendi a amar,
Estudei bem a lição:
Que logo soube juntar,
O teu ao meu coração!
 
Tive o Destino traçado,
Desde a hora em que te vi:
Fiquei louco, apaixonado,
Morria de amor por ti!
 
Gosto de ti, tanto, tanto,
Que te adoro a toda a hora...
Meu Amor, meu doce encanto,
Quero amar-te vida fora!
 
Qualquer bem material,
- Seja qual for o valor,
–Será sempre desigual,
Ao valor do meu amor!
 
Tu és um botão de rosa...
- A flor da minha alegria...
- Sempre bela, bem cheirosa,
A qualquer hora do dia.
 
És um doce Paraíso,
Que me encanta e faz sonhar...
Tu és tudo o que eu preciso,
Pra construir nosso lar!
 
Quero ver-te noiva linda,
A caminho do altar:
- Uma rosa, - pura ainda,
Prestes a desabrochar!
 
“Ela é boa rapariga!
- Toda a gente assim me e diz!”
- Mulher, companheira, amiga,
Vamos ter um lar feliz!
 
Depois não seremos sós,
Vamos ter filhos risonhos!
- Sermos pais, sermos avós,
Faz parte dos nossos sonhos!
 
 
 
Aurélio Barata Vivas
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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