"BIOGRAFIA"

"António Martins"

 
 

António Guilherme Martins – nome literário “Aguilhermemartins”, nascido a 18 de Dezembro de 1945 em S. Salvador do Campo – Porto
Na escola fez a sua 4ª classe e aos onze anos de idade começou a trabalhar na indústria têxtil, onde se manteve até 1978. Mais tarde abraçou a profissão de mercearia até 2006, até ser reformado por doença.
Sempre teve paixão pela poesia, embora nunca escrevesse nenhum poema.
Cedo começou a trabalhar o que não lhe permitiu continuar os estudos nem concretizar o seu sonho sobre a poesia.
Só depois de aposentado e já com 68 anos de idade, quando recebeu como presente de aniversário uma Tablete, decidiu dar asas ao seu antigo sonho e começar a escrever os seus poemas.
Embora não tenha editado ainda nenhum livro, já tem mais de 400 poemas escritos.
Actualmente é membro dos “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal

 
 
Bibliografia:
Não tem livro publicado
 
Sites:
Tem mural no Facebook
 
 
 
 
A FOLHA 2

 

Eu sou uma de muitas folhas
Que esbo aço por aí à deriva,
À espera que me recolhas,
De minha mãe estou caída,

Éramos mais de mil irmãs,
Quase todas da mesma idade,
Éramos frescas pelas manhãs,
Todas cobertas de humidade,

Depois veio a linda flor,
Que gostoso fruto gerou,
Minha mãe com amor,
A todas nos alimentou,

Mas dias houve veio calor,
Tanto que o meu pé secou,
Então o vento destruidor,
Para o chão me atirou,

Por algum tempo sou errante,
Para num canto apodrecer,
E é neste ciclo constante,
O nosso efémero viver.

 

Aguilhermemartins

S.Salvador do Campo - Porto


 

 

 

 

 

MULHER SEM:-ABRIGO

 

Fala pouco é mulher estranha,
Parece ter o rei na barriga,
Mas à noite sua cama amanha,
Longe de fofocas e entrigas,

Vai para um vão de uma escada,
Ou para um banco de jardim,
Onde ás vezes é maltratada,
A sua vida é mesmo assim,

De dia, faz lembrar a água,
Essa que não tem vedação,
Ou então num lugar estagna,
Como não tivesse vida não,

Leva sacos para qualquer lado,
Sem saber para onde vai,
Pode voltar aonde tem estado,
Mas todos os dias dali sai,

É uma mulher sem abrigo,
Dizem que tem dois corações,
Um anda sempre consigo,
O outro é para certas ocasiões,

 

Aguilhermemartins

S.Salvador do Campo - Porto
AS MÁGOAS DO AMOR

 

Os meus poemas lancei ao vento,
As suas mágoas todas voaram,
Ficarão esquecidas no tempo,
Na procura de quem sempre amaram,

Mágoas, mágoas que me magoais,
Sem de mim teres piedade,
Não vos quero em meu peito mais,
Por isso vos dou a liberdade,

Se o meu coração à muito morreu,
Para a aventura para a ilusão,
De tudo o que ele padeceu,
Em meu peito não quero não,

Mágoas, mágoas que vos libertei,
Para eu também ter liberdade,
De esquecer quem já amei,
Faz doer ter tanta saudade,

Novos poemas eu irei fazer,
Mas mágoas não vou lá pôr,
Para que não volte a sofrer,
Com as mágoas do amor

 

Aguilhermemartins

S.Salvador do Campo - Porto

 

 

 

 

A ESPERA.
 
 
Ó vida que me és madrasta,
Quero a vida minha mãe,
Para ver se este mal passa,
E tenho quem me quer bem,
 
É à noite, quando escurece,
Que o meu coração chora,
Os males de que padece,
Por meu amor ter ido embora,
 
A cama há muito está vazia,
A toalha continua na mesa,
Mas quem comigo dormia,
Já não volta com certeza,
 
E neste longo esperar,
O meu coração implora,
Quer um amor para amar,
O que tinha foi embora,
 
Ó vida que me és madrasta,
Dá-me a minha mãe verdadeira
Para ver se este mal passa,
E meu amor vem para a minha beira.
 
 
Aguilhermemartins
S. Salvador do Campo - Porto
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt