"BIOGRAFIA"

"Anna Müller"

 

Ana Lucia Gicci – nascida a 24 de Maio de 1964 - natural de São Caetano do Sul - SP e reside actualmente em Boa Vista - RR ;
divorciada. Formada em Administração de Empresas, porém, está identificada com a área da informática e Web-Design.
Romântica e sonhadora, a poesia é das suas maiores paixões. Assina os seus poemas e outros escrito com o heterónimo "Anna Müller".
Apesar de não ter editado nenhum livro impresso, com excepção de 10 poemas em uma antologia:
 Terra Latina, tem seus escritos editados em e-book, também confeccionado por si.
Passou a pegar o gosto por trabalhar imagens e ao longo dos últimos 12 anos, tornou-se web-designer, confeccionando sites, e-books, blogs, além do seu próprio espaço, Canto da Poesia, no qual divulga, não somente seus poemas, mas também de amigos poetas, além de ter um espaço criado apenas para cirandas poéticas.
Depois da poesia, assiste-lhe outra paixão «declamar».
Já há 6 anos, que vem declamando poetas na língua portuguesa e castelhana, sendo reconhecida em vários países.
Nunca sabe o bastante, por isso, gosta de estar sempre aprendendo e aprimorando os seus conhecimentos e partilhando o que já aprendeu, espera poder dar continuidade no aprendizado e na partilha. É membro de “Confrades da Poesia”
 
Bibliografia:
Edita livros digitais como webmaster
 
Sites.: http://www.anna-muller.cantodapoesia.net/
 

A Dor do Amor
 
 
Resistir essa distância
seria dor do amor que sinto?
desde as telas da minha infância
só o amor é o que pinto...

De verde minha esperança,
contrasta ao vermelho da paixão
e o cinza da insegurança
mistura-se no azul da emoção.

A dor do amor se existe
não sei qual cor definir,
Mas meu sonho ainda resiste
nas horas que penso em dormir.
 
 
Anna Müller
 
 
 
Álbum da Minha Vida
 
 
Sento-me exausta...
Fecho os olhos e assim
começo a folhear
um álbum antigo.

As páginas iniciais
já amareladas...
os momentos escritos
um pouco ilegíveis
devido ao tempo.

Guardamos nossos momentos...
Mas apenas queremos
recordar quando algo nos falta.

Uma saudade de tempos de outrora;
Saudade de pessoas que
compartilharam aquele
momento em comum.

Mas não falo de fotos.
Não...
Falo de momentos que
somente dentro de nós guardamos.

Quem nunca guardou um momento
secreto; aquele que somente
nós podemos recordar?

Momentos íntimos que tivemos
e que mesmo que sem importância
com quem foi vivido, nós sim,
temos guardado dentro deste
álbum especial.

Ainda de olhos fechados...
Rio e choro, por vezes de tristeza,
por vezes de alegria.
Enfim, são momentos que não
jogamos fora.
Apenas por vezes esquecidos
dentro deste álbum.

A cada folha virada, uma emoção
mais forte.
Um sentimento mais único,
uma sensação mais vivida.

E ao chegar nas últimas páginas...
a sensação de alegria invade;
pois a cada página, guardo
a felicidade de registrar
tantos momentos que à mim
vem fazendo tanto bem.

Guardo teus e meus momentos.
Dentro deste álbum, tens sido
em minha vida, a preciosidade
de me sentir feliz.

Todos os dias,
um momento de ti gravado...
No álbum da minha vida.
 
 
Ana Müller
 
 
 
 
És tu amor
 
És tu, quem chegas para essa minha saudade matar,
que faz o peito explodir tal tamanha felicidade?
Queres que enfim eu diga em malicioso balbuciar
que desde que te conheci, o amo pela eternidade?

Como pássaros que oferecem revoadas à suas amadas,
Como terra a beijar a fresca chuva ao entardecer.
Feito flores coloridas, que pelo vento foram embaladas,
Como o orvalho beija as folhas num lindo amanhecer.

És tu, dono de meu tudo, que vem de tão distante,
reviver os meus sonhos, meus desejos mais profanos?
Te esperei por tanto tempo, num sofrer constante,
Te esperei por vidas, e nessa vida por tantos anos.

És tu, que nas minhas árduas noites de tanta solidão,
abraçava o meu corpo e me aquecia a todo momento?
És tu, que tu'alma, minh'alma tirava da escuridão,
e que pela noite adentro me guardava em pensamento?

És tu, meu guardião, que chega assim em minha morada,
feito bravo cavaleiro, o vencedor de tantas lutas?
És tu, qu'em meu leito estende-te com a alma cansada,
merecedor dos sonhos, enquanto de mim a voz escutas?

Tu, esse homem que amo, queres mesmo ao meu lado ficar?
Construir do faz de conta, uma vida real, de verdade?
Queres ser por mim amado e para todo o sempre me amar?
Te recebo, com alma, coração e vida por toda a eternidade.
 

Ana Müller
Minha Vida é um Fado
 
 
Não tenho o sangue, tenho a alma lavada p´lo oceano.
Nem o timbre que chora saudade, nem a distância;
tenho-as dentro do peito, entoadas nos trinares
do dedilhar dos acordes, das lágrimas da solidão.

São gaivotas que revoam nas minhas ondas do mar,
chailes que me aquecem no frio das amarguras,
canções do mar que me levam sem rumo, sem porto;
São marcas de algo mais forte que a minha razão.

Memórias esquecidas em renovadas lembranças,
de um verso qu´em meus prantos aguarda por um momento!
Uma menina moça, cheia de hístorias, repleta de luzes,
que acendem e apagam nas alegrias e tristezas.

Em terras nascidas do fado, aguarda feito ribeirinha
em suas areias finas o encontro das águas de aqui
e de além-mar para o último verso vivido...

No feitiço desse mar, o meu alento
Perturbando os sonhos desta poeta,
Melodioso solfejo lançado ao vento
Acústica de minha alma inquieta.

Minha vida é um fado esquecido e enterrado no mar.
 

Ana Müller
 
 
 
 
 
 
Um Olhar para teu sorriso
 
 
Valeriam mil beijos
receber de ti um sorriso.
Daria eu, minh'alma,
por um sorriso teu.
Daria meu corpo...
Nu, a bailar o prazer,
para que de ti um sorriso
me fosse dado.
Deixaria tuas mãos,
descobrirem meus caminhos,
se em cada toque, um sorriso
a mim fosse ofertado.
Diria sussurros aos teus
ouvidos, gracejos mil,
para de ti, somente
um sorriso ganhar.
Um sorriso teu, valeriam
gemidos de prazer e gozo.
Beijar-te dos pés a cabeça
tocar-te suavemente
o corpo, para que um
sorriso teu, eu mereça.
Não...Não posso.
Tudo que te posso dar,
são meus sonhos
e tão somente
Um olhar para teu sorriso.
 
 

Anna Müller
 
 
 
 
 
 
 
Testamento
 
 
 
No fim dos meus dias deixo aqui firmado,
que nada tenho; mas pretendo levar comigo
apenas o espírito, que por Deus me foi dado
p'ra aprender a ser humana num mundo mendigo.

Não fui santa, nem prostituta, fui mulher...
Nasci da cumplicidade e amor de um casal
e não de uma relação amorosa qualquer,
nem por acaso...num momento intemporal.

Aprendi sobre o respeito e dignidade
sob rédeas duras de forte educação;
quis realizar o sonho em realidade...
Que para eles era apenas ilusão.

Havia o veto de expressar minha vontade,
então, surgiram versos dentro d'alma...
Foram-se formando poesias em verdade,
que mantinham em mim a vida mais calma.

Quantos anos se passaram desde então,
dentre eles, tanta dor e alegria...
Muitos deles simplesmente foram em vão,
outros tantos fui feliz e não sabia.

Contudo, aprendi que não interessa
o quão sincera seja a nossa intenção;
a vida nessa terra sempre atravessa
outras vidas, vazias de compreensão.

Não tenho à quem legar o que aprendi;
levo então, comigo, minha reles experiência
de tudo que por bem ou mal eu vivi...
E em meus versos decretei falência.
 
 
Ana Müller
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt