"BIOGRAFIA"

"Ana Alves"

 
 

Ana Maria Alves - nome literário «Ana Alves» nasceu em Melgaço, uma vila a Norte de Portugal, no dia 30 de dezembro de 1981.
Em 2005, concluiu a Licenciatura em Ensino de Português, na Universidade do Minho, Braga.
Desde sempre teve um interesse especial pelas línguas, frequentando em anos distintos os cursos de Italiano e Espanhol.
Começou a escrever poesia na sua adolescência, porém a dedicação séria à escrita começou em 2004/2005.
Editou o seu primeiro livro “Essências do Ser” em 2012.
Actualmente é membro de “Confrades da Poesia” – Amora / Portugal
 

 
 
Bibliografia:
“Essências do Ser”
 
Sites:
 
 

 
 
Existir
 
 
Hoje acordo entre as brumas a flutuar
Sem saber o que é dormir
Agora não sei o que é pensar…
Tento fazer perguntas…
E das respostas não sei prescindir…
Há aqui um jogo de ideias
Que se sobrepõe
E não me deixam entender
As suas razões reticentes.
Será que a espera é imediata?
E eu não me apercebo…
Será que a dúvida é inata?
E eu não quero atingir.
Respostas e perguntas
Fazem parte da minha essência
Penso com todos os sentidos
Em busca de uma verdadeira existência.
 
 
Ana Alves - Melgaço
 
 
 
Tu
 
No teu olhar vejo
A luz do sol nascer
Nas tuas mãos, encontro
As linhas de um caminho aparecer…
No teu sorriso procuro
O conforto de um dia crescer…
As tuas palavras, essas
Tornam-se doces
Por muito amargas que sejam…
O teu abraço transforma-me
Numa boneca de trapos
Que navega por mares
Nunca antes navegados…
A tua face dá-me
Segurança para prosseguir…
Os teus passos permitem-me
Avançar para viajar…
Tu…
Simplesmente…és um dom…
Que me faz dançar em qualquer som…
 
 
Ana Alves - Melgaço
 
 
 
 
 
 
Quando a tristeza chega
 
Quando a tristeza chega
E não diz quando quer partir
Porque ainda não encontrou saída…
Acomoda-se e permanece
Inunda o ar que respiro
E abre as feridas…
E não me deixa usar os lábios e sentir…
Não quer aquecer o leito
Que preza o meu corpo
Nem diluir a mágoa
Que deturpa a minha imagem
E aumenta a minha angústia
Dotando-me de momentos de cobardia…
Não sei rir, nem chorar
Preciso de alguém que me ensine a respirar
Porque sufoco e tenho dor
E necessito um sentimento com calor…
 
 
Ana Alves - Melgaço
Numa noite sem luar
 
 
Numa noite sem luar…
Descarrego lendas e mitos
Sem tormentos para contestar
Mas na presença de personagens eruditas
Que admiram Hércules e Eneias
E em tempos transmitem força e coragem
Para viagens a conduzir e a desvendar.
Em dias foi Tróia
Formosa Penélope
E suas lendas preciosas
Poderia ser uma Adamastor
Numa noite de nevoeiro
Com um D. Sebastião
Que, mais tarde, nos deixou tradição…
 
 
Ana Alves - Melgaço
 
 
 
 
O teu olhar
 
D’um lugar pérfido e escondido
Fixei o teu olhar
Na esperança de te ver…
Tens um sorriso escuro nos olhos
E uma harmonia obscura nas mãos.
Dotada de simplicidade e veracidade
Elogiei-me ao perceber
Que lentamente a magia foste perder…
O teu olhar vago e confuso
Não transmite o encanto de outrora…
Reconheço a tua folia de conquista
Mas tudo tem um fim
Como acontece à flor da aurora…
A velhice chega e derruba
A ternura da idade
E adocica o sabor do momento
Num oceano cansado de vida
Que abençoa a satisfação
De uma escolha aturdida…
 
 
Ana Alves - Melgaço
 
 
 
 
 
 
 
Ser criança
 
Dói-lhe pensar
Que saltar nas pedras da calçada
Faz chorar…
São as rochas perigosas
Que lhe detém a atenção
Que a obrigam a cair
Em momentos de maior distração.
Criança alegre e vivaça
Salta e escorrega na praça
Divaga em seus sonhos
Em conquistas de caça…
Menina triste e cansada
Chora e joga na rua
Por onde passa calada
Com dons de Senhora da Lua…
Invadem-na…as lendas e os delírios
Que levam o seu prazer inesperado
Do limiar de estranhos peritos
No contraste com o chão acabado.
 
 
Ana Alves - Melgaço
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt