"BIOGRAFIA"

"Amália Silva"

 

«Poesia que eu amo»

 

Maria Amália Silva - Assina-se por "Amália Silva", nascida a 22 de Abril de 1952   natural de Castro Verde; Distrito de Beja.
Tem um gosto pela poesia desde criança, abraçando-a com amor. O seu estilo é o verso de prosa livre.
Gosta de música e o fado é a sua canção.
Brevemente pretende editar o seu primeiro livro de poesias.
Actualmente é membro de “Confrades da Poesia” Amora.
 
Site/Blog:

http://poesiasamalia.blogspot.com/

 
A voz da dor

 
Essa voz que não se cala
Veio a mim se impor
Já não consigo suportá-la
Tem voz mas não têm sentido
Não perguntei de onde veio
Esta voz está dor que castigo
Longe de mim quanto anseio
Todos os dias lhe digo
Vai para longe vai embora
Da tua voz, dor eu não preciso
Deixa-me já basta, está na hora
Noite dentro pela madrugada
Tua voz em mim entoa
Noite e dia chegas á toa
Nem sequer te fazes anunciar
Tomas conta de mim
Por nada, te vieste instalar
Como se meu corpo fosse um jardim
Não pediste licença
Entraste na minha habitação
Fizeste em mim a tua crença
Matando lentamente meu coração
A tua voz grita no meu peito
Preciso tanto de saber
Voz da dor, que mal terei eu feito
Instalaste-te em mim, se me conhecer
Voz da dor és tão feia
Fazes - me tanto sofrer
És uma condição que ninguém anseia
Vai andando o meu ser
Faça sol chuva ou vento
Tua voz de dor eu não aguento
Vens de mansinho
Pela manhã ou de noitinha
Tanta dor mais não consinto
Vou te derrubar dor que não és minha
 

Amália Silva – Paivas/Amora
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A doce melodia
 
 
 
 
A doce melodia
.. Fiz com carinho
. E um sorriso de alegria
. Fui compondo devagarzinho
Ao som do meu violão
Soltei o meu coração
. E entrei nesta nostalgia
E em jeito de oração
Fiz meu amor
Para ti esta melodia
Se soubesse cantar
Soltaria a minha vós
Mas eu só sei. Te amar
. E amo por ti por mim por nós
Também não sei colocar as cordas
Do meu belo violão
Vou aprender
Vais ver
. .. Um dia destes quando acordas
.. Sentes a melodia no coração
.. Meu amor componho para ti
. Porque outra coisa não sei fazer
Comecei a escrever
Esta doce melodia
No dia que. Te conheci
... E ao som das tuas promessas
.. Guardei na minha memória
O amor que a mim me confessas
E fês a nossa história
Poeta não sou
.. Versista não sei
. Talvez um pouco louca
........ Mas a poesia tudo dou
. Ao amor tudo darei
Mas não sei aquilo que sou
Nada é importante
Poesia e o teu beijo na boca
.. Melodia e quando me fazes tua amante
Meu coração vai pulsar
.. Minha alma vai te amar
.... Seja com melodia
Ou poesia
Aqui ou no mar
. Ou quiçá numa bela e suave
.... Noite de luar
 
 

Amália Silva – Amora/Paivas
Na Baía
 
 
Na baía
Perto D’Amora
Há algo que nos guia
 
Rio a dentro rio afora
São os patos do rio
São as gaivotas da baixa-mar
E os pássaros num corrupio
Que descem ao rio
Para se alimentar
Na baía
É um momento de grande sedução
Quando olhas com atenção
Em maré vazia
É ver na Amora
Os patos no rio
Quem mais namora
É um é outro num corrupio
Só o Gaspar
Não têm namorada
Não pensa em amar
É comer andar na prancha
E nada de amada
No rio é ele que manda
Nada de fazer amor
Porque é muita a ondulação
E com o calor
Faz mal ao coração
É branco o Gaspar
O pato do rio
E vive na Arrentela
É feliz vive na prancha sempre a nadar
Ao sol e ao frio
Ao som do destino
Fugiu da quinta não quis saber dela
É doce lindo de porte fino
Já os outros patinhos
Do correr de água
Fazem amor e filhinhos
Sem dó nem mágoa
Como por magia
Eu os alimento
Respondem ao meu chamado
Quando os cumprimento
Ouço o seu chamado encantado
Vê-los juntos nadando para mim
É poético é poesia
É como a flor de um jardim
Como a rosa plantada
Com cheiro a jasmim
Como a corrente do rio
Que leva a raiz do alecrim
Que convidou a viver em mim porém
Sei bem que o rio é a sua morada
E a prancha do Gaspar a sua namorada
Na baía do Seixal
Bem rentinho à Amora
Ninguém fica indiferente
Nem ninguém leva a mal
Pois para quem lá mora
Vê tudo isto frequentemente
 
 
Amália silva – Paivas/Amora
 
 
 
 
 
Me apaixonei
Vivo eternamente
Apaixonada
 
A ti tudo entreguei
Amando ardentemente
Esta paixão à descarada
Nada tenho de meu
Porque o meu sorrir é teu
O meu olhar
De tanto te amar
Já não é meu
Meu coração
Não aguenta esta paixão
 De tanto te amar sofreu
Me apaixonei
Ainda hoje não sei
Qual foi a razão
 De tão grande paixão
Mas estávamos na beira mar
E tu olhaste para mim
De amor cai ao chão
Tiveste pena de mim
Deitei me na areia
 E ali fui beijada
 Senti- me a mais bela sereia
 Pela onda molhada
 É teus lábios beijada
Fizemos juras de amor
Anoiteceu
Amanheceu
O sol nasceu
 Na praia com seu calor
Nossos corpos aqueceu
E o amor aconteceu
E eu me apaixonei
E doravante
Me tornei a ti tua amante
Que por amore me entreguei
 
 
 
Amália silva – Paivas/Amora
 
 
 
 

"CONFRADES DA POESIA"

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