"BIOGRAFIA"

"Alfredo Louro"

(29/10/1936 – 22/12/2014)

 

Alfredo Louro nasceu em Lisboa, na freguesia do Beato em 29 de Outubro de 1936.
Frequentou o antigo 2º. Ciclo dos Liceus após o que cursou na “Universidade da Vida”. Profissional de seguros, aos 33 anos foi convidado a instalar em Leiria uma Delegação da Seguradora que serviu e onde exerceu as suas funções de Gerente até 1984.  A seu pedido transferiu-se para Oliveira de Azeméis onde reside, deslocando-se com frequência à sua residência de férias na Ilha de Armona, em Olhão, (Algarve).
Como Profissional de Seguros aposentado, dá assistência à carteira de seguros de que é titular, desenvolvendo a sua actividade em vastas zonas do País
Os seus tempos livres ocupa-os da forma que mais prazer lhe dá como: Fado, Poesia, Internet, Escrever, Radio-Amadorismo e tudo que tenha a ver com comunicação!
Dá especial apreço à solidariedade e humildade, detestando a mentira e a petulância.
Participou em Antologias poéticas do Mensageiro da Poesia - Prefaciou a I Antologia Poética digital de "Confrades da Poesia".
Está ligado a vídeos na Youtube, com Produção de Pinhal Dias.
Ainda ligado a vários portais conceituados na Internet. Actualmente é membro de “Confrades da Poesia

 

Site: http://www.alfredolouro.com

E-mail: alfredo.louro@gmail.com
 
Apelo ao Mundo
 

Estou perante um dilema:
Quero escrever um Poema
Mas não sei o que escrever
Já 'screvi sobre Saudade
Sobre Amor, sobre a Maldade
Ao Homem e à Mulher!

Contei sonhos, contei 'stórias
De Amor fiz dedicatórias
Evoquei datas festivas
Sobre mim eu dissertei
E gratidão dediquei
Esgotam-se alternativas!

Sei que existem novos temas
P'ra se fazerem Poemas:
Poesia não se encerra!
Tentarei, se for capaz
'screver a favor da Paz
Três palavras sobre a guerra!

Apelar humildemente
Ao Mundo tão indiferente
Ao sofrimento e à dor
Que jamais pense em ganância
Trocando-a pela Tolerância
Dando lugar ao Amor!

Recorrendo à inteligência
P'ra pensar que a indigência
Não pode criar riqueza
Aceitem este meu gesto
Como um apelo modesto
Mas de alma bem Portuguesa!
 

Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis
 
 
 
Ao Homem Mau
 

Porque é que tu és mau?... Nem tu o sabes!
Se calhar até te julgas o melhor.
Que toda a gente que gravita em teu redor
Está a mais neste Mundo em que tu cabes!

E, vai daí, como que excepção á regra,
Chamas a ti a tua sede de vingança
E dás a cada alma a tua herança
Que a cada um fará a vida negra!

Mas tu não queres sair dessa conduta
E 'smagas o que ao pé de ti labuta
Por um mundo melhor, com mais amor.

Mas podes tu, mau homem, 'star ciente
Que a morte não te será indiferente
E também sofrerás o seu estretor!
 

Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis
 
 
Chave da Vida
 
 
Se a vida que nós vivemos
Por nós fosse bem vivida
Teríamos o que não temos
E bela seria a Vida!
 
As lutas e as batalhas
Que assolam a Humanidade
Fechavam-se entre muralhas
De Paz e Felicidade!
 
Tudo está nas nossas mãos,
Sem quaisquer malabarismos
Sem rebuço ou relutância:
 
Basta sermos como irmãos,
Esquecermos egoísmos,
Concedermos tolerância!...
 
 
Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis
Mensagem de Natal 2014 (adaptado) (a)
 
 
Mais um Natal a que não julguei chegar
Face às agruras que a Vida me tem legado,
Mas porque sou casado com o Fado
Consigo ultrapassá-las a cantar!
 
Dia a dia não paro de acumular
Ao meu redor muitas e sãs Amizades
Que procuro venham a sentir Saudades
No dia em que este Amigo se finar
 
Mas disso vou privar-me de falar
Pois coisas tristes são p'ra gente desprezar
Só devemos falar de algo que nos goze!.
 
O que me traz aqui, neste momento,
É desejar com todo o sentimento
Que gozem com saúde o 2014
 
 
 
Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis,
Dezembro/2014 (adaptado)
 
 
a)...Poema com entrada no Boletim "Especial Natal 2014"
 
 
 
 
 
 
 
Estrada da Vida
 

Longa 'strada na vida percorri
Sem cansaço, persistente, mas sofrendo
E olhando lá p'ra trás, eis que 'stou vendo
Que andei, andei, andei e não vivi!!!

Pensei em transformar, por ser horrendo,
O mundo que encontrei, quando nasci
Pura ilusão!... Joguei, logo perdi.
Ódio á minha volta ia crescendo!

Ultrapassando sempre o que sofri,
Mesmo assim amei, amei até que vi
Que toda a minha esp'rança ia morrendo.

Todavia por Alguém que agora entendo
Tenho razões p'ra não morrer e ir dizendo:
Bendita a hora em que eu te conheci!
 
Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis
 
 
 
 
 
"Mundo-Cão"

Por ver este "Mundo-cão"
Considero-me Feliz!
Gratuita afirmação?
"-Isso é você quem o diz"

Mas eu posso explicar
Porque afirmo esta atoarda
Vendo o Mundo a degradar
Exibindo uma cor parda:

Se este Mundo fosse bom
Exibindo um lindo tom
E não houvesse desnorte

Sofria mais, na verdade.
Assim, não levo Saudade
Na hora da minha morte!
 
 
 
 

Alfredo Louro - Oliveira de Azeméis

 

 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt