"BIOGRAFIA"

"Agostinho Moncarcho"

 
 
 
António Agostinho Moreira Moncarcho; nascido a 5 de Novembro de 1962; natural de Lamego.
É Director Comercial da firma “Euro Fresh Lda” - Amora.
Escreve desde os seus 15 anos de idade. Agostinho Moncarcho é o seu nome literário.
É um verdadeiro amante da poesia. Nos seus tempos livres é um auto-didacta na pintura acrílica sobre tela.
Encerra aqui a sua Biografia a completar; quando partir para a Eternidade…
 
Fez parte da VI Antologia poética do “Mensageiro da Poesia”; 1ª Antologia poética digital de “Os Confrades da Poesia”. Está ligado ao Recanto das Letras-Br; e a vários portais da Internet. Brevemente irá editar o seu primeiro livro, onde reúne poemas subjacentes ao mesmo.
 
É actual membro de “Confrades da Poesia”
 

Site:http://moncarcho.blogspot.com/  - http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=40024

Email: agostinho.moncarcho@gmail.com
 
REFLEXOS

 
Deixas-te marcas ao passar,
Estendidas por caminhos, que não sei
Andarei atrás de ti,
Para que sintas a minha falta.
Atrever-me-ei a perder-me
Não sou como tu.
Atrever-me-ei. O que tenho a perder,
O teu reflexo, não vem na agua que bebo,
E o teu vento não me desgrenha o cabelo.
Não sou como tu.
Atrás de ti, vou apagando as marcas
Por caminhos que não sei,
Por caminhos que não voltarás.
Não me perdi. Nunca serei como tu.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSÓNIA


Sombria a noite !
Enche de vazio, o negro quarto.....
O pesadelo que defunta.
A vertigem clara da insónia;
Os olhos;
No negro vazio.
A rebuscada inquietação,
A boca seca !
O travo amargo, vindo do coração.
O lembrar do breve gosto,
No silêncio escuro;
Desaparecido.
Da cor fresca de um beijo,
Há muito não sentido....


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOU


Sou
A imaginária,
Conversa dos amores.
Das anómalas e súbitas paixões,
Sou o calor.
Sou as lágrimas,
Que não queriam ser derramadas.
A liberdade das memórias,
Não amadas.
Sou os mares de remorsos,
Não sentidos.
O desamor,
Dos amores não vividos.

 

 
 
VENDE O DESEJO DA CARNE


Realidades
Tristes vaidades
Corpo vendido
Corpo comido
Boca breve
Doce quimera
Prazer ausente
Vida amarga
Sangue quente
Talvez sina
Ou má sorte
Quer amar
Nunca amou
Chorou
Na lembrança de nova
Ontem fogosa
Hoje tosca
Já cadáver, antes de morrer
Vida de luta!
Menina da vida,
Ontem mulher
Hoje puta.


 
 
 
 
TER MÃE


Ter Mãe é ter o amparo, ter o esteio
Duma alma sã que alenta a desvalida!
Ter Mãe é ter esperança dum anseio,
É ter a margem o sorrir da vida!


Ter Mãe é ter o meigo, o doce enleio,
É ter o sonho duma ilusão perdida!
É ter o nobre palpitar do seio,
É ter a febre que nos prende a vida!


Ter Mãe! O enlevo dum sorrir! Ter Mãe!
Sente-lhe a falta quem a já não tem,
Quem sente o peso da ilusão perdida!


Ter mãe é ter o fogo abrasador
De alguém que vela e acalenta a dor,
É ter a febre que me prende a vida!

 
 
 
 
 
PÓSTUMO



Escolhemos!
A morte não!
Pedimos!
A morte tira!
Damos!
A morte leva!
Deixa-me,
Vai pela porta de ninguém;
Ceifa-te a ti,
Deixa-me a mim.
Dispenso a pedra tumular,
Fizeste questão de me dar.
Corpo prometido à morte,
De gravata preta lá vou eu,
Abre-te cova, sou eu,
Terra fria vai-me envolver.
Aqui jaz o poeta,
Que não queria morrer…!
 

"CONFRADES DA POESIA"

www.confradesdapoesia.pt